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Klopp, sobre reversão da punição ao City: 'Não foi um bom dia para o futebol'

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Champions League: Advogado analisa decisão da CAS de reverter punição imposta ao Manchester City (2:04)

Após a sentença favorável ao time inglês, Pedro Mendonça, advogado do blog Lei em Campo, fez uma análise preliminar sobre a Uefa (2:04)

O técnico do Liverpool, Jürgen Klopp, disse que a decisão de reversão do banimento do Manchester City da Champions League não foi um bom dia para o futebol.

O City teve sucesso em seu apelo na Corte Arbitral do Esporte a respeito de uma acusação de violação do fair play financeiro e foi liberado para jogar o torneio continental na próxima temporada. A princípio, o clube havia sido suspenso de competições europeias por dois anos.

“De um ponto de vista pessoal, estou feliz que o City possa jogar a Champions League no próximo ano, porque, se eu pensar sobre a liga, se o City tem dez ou 12 jogos a menos, eu não acho que alguém tem uma chance”, declarou o treinador em entrevista coletiva nesta terça-feira.

“Mas eu não acho que ontem foi um bom dia para o futebol. O fair play financeiro é uma boa ideia. Está lá para proteger times e a competição para que ninguém gaste demais.”

O Organismo de Controle Financeiro dos Clubes tinha anteriormente achado que o City “cometeu sérias quebras” dos regulamentos do fair play financeiro - que limita as perdas líquidas que os clubes podem acumular por um período de três anos – entre 2012 e 2016 e falhou em cooperar com a investigação subsequente.

Foi dito que o clube superestimou “sua receita de patrocínio em suas contas e na sua informação de equilíbrio submetida à Uefa entre 2012 e 2016.”

Klopp também falou que, se não há um escrutínio ou limites de quanto os clubes podem gastar, então ele teme que alguns times irão se afastar do grupo de perseguidores e estabelecer sua própria liga de elite.

“Eu espero que o fair play financeiro permaneça, uma vez que isso fornece limites aonde você pode ir, mas não além disso, e eu acho que isso é bom para o futebol”, declarou. “Se você começar a fazer com que ninguém tenha que se importar mais, e as pessoas mais ricas ou países no futebol podem fazer o que quiserem no futebol, então isso tornará muito mais difícil.”

“Eu acho que isso levaria automaticamente a uma Superliga Mundial com dez clubes – eu não sei o nome dos clubes, mas isso depende de quem sejam os seus donos. Essas regras fazem sentido.”