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Técnicos, rebaixados, empresários: o que fazem hoje os campeões do mundo com a Espanha há dez anos

Há exatos dez anos, a Espanha finalmente quebrou a sina e venceu pela primeira vez a Copa do Mundo. Derrotou a Holanda por 1 a 0, na prorrogação, em Joanesburgo, na África do Sul, graças Andrés Iniesta. Mas, passada uma década, apenas 13 dos 23 inscritos estão na ativa.

Os nomes são Andrés Iniesta (Vissel Kobe), Césc Fàbregas (Monaco), David Silva (Manchester City), Fernando Llorente (Napoli), Gerard Piqué (Barcelona), Javi Martínez (Bayern de Munique), Jesús Navas (Sevilla), Juan Mata (Manchester United), Pedro (Chelsea), Pepe Reina (Aston Villa), Raúl Albiol (Villarreal), Sergi Busquets (Barcelona) e Sergio Ramos (Real Madrid).

O jornal “Marca” aponta neste sábado (11) que quatro deles ainda têm nível para defender a seleção e poderiam estar no elenco que jogaria a Eurocopa. Vale lembra que a edição deste ano foi adiada para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus.

São David Silva, Llorente, Iniesta e Sergio Ramos. A publicação recorda que o quarteto ainda está em alto nível e levantou as seguintes taças recentemente: Copa da Liga, Copa da Itália, Copa do Imperador e Supercopa da Espanha, respectivamente.

Junto aos 13 listados acima, a publicação faz questão de incluir mais três nomes que seguem na ativa e ficaram muito próximos de jogar a Copa de 2010, mas não estavam na lista final: Diego López (Espanyol), Santi Cazorla (Villarreal) e Dani Güiza (Atlético Sanluqueño). Ainda assim, o "Marca" os menciona por consideração como parte daquele time campeão mundial.

López teve a infelicidade de ser rebaixado com o Espanyol em LaLiga, na última quarta-feira (8), após derrota no clássico para o Barcelona, na primeira queda do time em 26 anos.

Aposentados e vida fora dos campos

Dos aposentados, quase todos continuam ligados de alguma forma com o futebol. Alguns como técnicos, outros como dirigentes e ainda há quem tenha virado empresário.

São dez nomes dos 23 inscritos que já se retiraram:

Carles Puyol (em 2014, pelo Barcelona), Carlos Marchena (em 2015, pelo Kerala Blasters), Álvaro Arbeloa (em 2017, pelo West Ham), Joan Capdevilla (em 2017, pelo Santa Coloma), Víctor Valdés (em 2017, pelo Middlesbrough) e Xabi Alonso (em 2017, pelo Bayern).

Ano passado, se juntaram a eles Fernando Torres (pelo Saga Tosun) e Xavi Hernández (pelo Al-Sadd), além de David Villa (pelo Vissel Kobe) e Ilker Casillas (pelo Porto) neste ano.

Marchena trabalhou até pouco tempo como assistente na comissão técnica da Espanha, mas está atualmente no Sevilla B na terceira divisão do país. Xavi é treinador do Al-Sadd desde 2019 e acaba de renovar o contrato por mais uma temporada, embora tivesse o nome especulado para assumir o Barcelona em 2020/21.

Víctor Valdés é o técnico do Atlética Horta, equipe da Catalunha que disputa a terceira divisão nacional. Está no cargo desde o início do ano, tendo já passado pela base do Barça. Xabi Alonso é outro que virou técnico. Após uma experiência na base do Real Madrid, ele passou para o comando da Real Sociedad B no ano passado e deve prosseguir na equipe.

Por fim, Arbeloa, depois de trabalhar como embaixador do Real, assumiu as categorias Infantil B e Infantil A. E agora deve subir dentro da hierarquia técnica do clube merengue.

Os que viraram dirigentes fora Joan Capdevilla, que acaba de cair com o Espanyol, e David Villa, que assumiu um projeto ambicioso no Queensboro FC, dos Estados Unidos.

Casillas foi além dos companheiros. É candidato ao cargo de presidente da Real Federação de Futebol da Espanha (Rfef, em sua sigla original). O pleito deve ser no final do ano.

Já Carles Puyol é embaixador de LaLiga e da Uefa, mas antes servindo patrocinadores. Ele tem uma posição muito mais próxima a de um homem de relações-públicas.

Comissão técnica e os afastados do futebol

Dos que estavam apoiando o trabalho de Vicente Del Bosque e ainda seguem no futebol estão Javier Miñano (preparador físico, atualmente no Valencia) e José Manuel Ochotorena (preparador de goleiros e ainda na seleção e também no Valencia).

Dois campeões não querem mais saber do futebol. Um deles é Fernando Torres, que depois de se aposentar pelo Sagan Tosu, do Japão. Ele tem 36 anos e é uma incógnita o que pretende fazer.

Outro que se afastou foi Vicente del Bosque, o técnico campeão. Aos 69 anos, está curtindo a aposentadoria. O último trabalho foi como diretor da seleção espanhola, terminado em 2016.

Outro que se afastou foi Toni Grande, assistente naquela comissão técnica, além de ter grande experiência como treinador. O último trabalho foi pela Coreia do Sul, em 2018.