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Clube inglês abre processo de falência dias após ser comprado e deve acabar na lanterna da Championship

Uma semana após ter sido comprado por um novo dono, o Wigan não escapou do pior. O clube da Championshio (segunda divisão inglesa) abriu processo de falência na última quarta-feira (1º de julho), segundo o jornal inglês “The Guardian”.

A publicação diz que o Wigan é a primeira equipe profissional do país a sentir da pior forma o impacto causado pela recessão gerada com a pandemia do novo coronavírus. Mas a verdade é que as finanças já vinham mal.

O time ainda teve outra notícia ruim para lidar. Vai ser penalizado com a perda de 12 pontos por causa da insolvência, ficando apenas em aberto se a pena será aplicada já nesta temporada ou na próxima. Geralmente a punição é adiada quando o time já está rebaixado. Não é o caso do Wigan, o que aumenta a chance de o clube lidar com um fim de temporada trágico.

O Wigan luta contra a queda para a terceira divisão. Atualmente é o 14º colocado, oito pontos acima da zona de rebaixamento. Se perder 12 pontos, vai parar na lanterna. Ficaria sem chance de reagir.

O clube foi comprado em 24 de junho pelo consórcio do empresário Wai Kay Au Yeung, de Hong Kong, que inicialmente era acionista minoritário do consórcio Next Leader Fund (NLF). A venda vinha sendo tratada desde o final do ano passado.

Não é a primeira vez que o time muda de dono. Há dois anos, a IEC comprou o Wigan do magnata do esporte e do varejo Dave Whelan por 15,9 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 105 milhões), mas a empresa demonstrou estar insatisfeita com as finanças deficitárias da segunda divisão e com as incertas perspectivas econômicas do Reino Unido após o Brexit.

Assim, a IEC vendeu o Wigan ao consórcio de Au Yeung por 17,5 milhões de libras esterlinas (R$ 115,6 milhões), mais o pagamento de 24,36 milhões de libras esterlinas (R$ 160,5 milhões) investidas pela empresa no clube.

“Nosso objetivo imediato é garantir que o clube possa jogar todas as suas partidas até ao final da temporada e encontrar soluções para salvar o Wigan e os empregos das pessoas que trabalham no clube”, disse o consórcio de Au Yeung em comunicado à imprensa.

Whelan, ex-jogador do Blackburn e proprietário do Wigan de 1995 até 2018, quando vendeu a equipe para a IEC, entendendo que era “um proprietário adequado para continuar com o legado da família”, declarou publicamente que está em choque.