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Hoje na MLS, atacante relembra racismo na Itália: 'Diziam que eu tinha que voltar para a selva'

As recentes manifestações antirracistas de esportistas pelo mundo incentivam atletas que já sofreram ofensas a falar sobre o assunto. Foi o caso de Fafa Picault, atacante do FC Dallas, dos Estados Unidos, que contou sua experiência nesta sexta-feira.

Em depoimento nas redes sociais do próprio clube, Picault contou detalhes do racismo que sofreu quando atuava pelo Cagliari, da Itália. Ele defendeu o clube entre 2007 e 2011, nas categorias de base.

"Diariamente, tinha que aguentar [o técnico do time reserva] me chamando de macaco, ou dizendo que eu tinha que voltar para a selva, na África. 'Jogadores negros não tem técnica, são apenas rápidos. Corra, nós te contratamos para correr'", lembrou o atacante.

"Se eu pedia a um jogador mais jovem para fazer alguma coisa, ele me dizia: 'Não, você tem que fazer porque você é negro'. Eu tinha adesivos de macaco colocados no meu armário às vezes, e entrava em brigas pelo menos duas vezes por semana", contou.

Hoje na Major League Soccer (MLS), que prepara o retorno após a pandemia, o atacante passou também pelo Sparta Praha, da República Tcheca, e o St Pauli, da Alemanha. Nos Estados Unidos, vestiu as camisas de Tampa Bay Rowdies, Fort Lauderdale Strikers e Philadelphia Union.