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'Pacto quebrado' esquenta clima nos bastidores e incomoda grandes contra pequenos no Paulista

O retorno do Red Bull Bragantino aos treinos na última terça-feira deixou os grandes clubes do Campeonato Paulista irritados, pois havia um acerto verbalizado em reunião virtual há um mês para que todos voltassem juntos. Mas o time Bragança Paulista não foi o único e os pequenos do Estado também ficaram incomodados com os grandes por outro motivo.

A informação é do comentarista da ESPN Brasil Jorge Nicola em seu blog no Portal Yahoo!

De acordo com Nicola, pelo menos outros quatro times do Paulistão retomaram as atividades: Ferroviária, Novorizontino, Mirassol e Oeste. Essas equipes vêm conduzindo treinos físicos, trabalhando em grupos reduzidos, e com uma série de restrições.

Dirigentes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo não gostaram da quebra do pacto acertado em 4 de maio, na última vez em que todos os dirigentes participaram juntos da reunião virtual promovida pela FPF (Federação Paulista de Futebol).

Mas o jornalista também apurou que os clubes pequenos não gostaram de uma reunião restrita a Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos com a FPF no último dia 27. Eles consideram que ali o pacto acertado foi rompido.

Nesta sexta-feira, os dirigentes vão se reunir novamente com a FPF. Na pauta, eles devem discutir qual o protocolo de saúde será adotado para a retomada do Paulistão e quando será possível retomar treinos e os jogos.

Jorge Nicola diz que a tendência é que Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos defendam a retomada dos treinos em 1º de julho, com a volta do torneio 20 dias depois.

Já aqueles que voltaram a treinar e mesmo os outros entendem que as atividades deveriam ser totalmente liberadas em 16 de junho, com reinício do Paulistão na primeira semana de julho.

De acordo com dados oficiais, O Estado de São Paulo registra quase 9.000 mortes e 124 mil casos de COVID-19 e é o pior do Brasil. Já São Paulo é a cidade em a situação mais complicada no Estado. São quase 5.000 óbitos pela doença e mais de 73 mil casos confirmados até a manhã desta sexta-feira (5).