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Valencia e Atalanta se atacam agora por duelo na Champions durante pandemia de COVID-19

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Equipe italiana enfrenta o Valencia 'com chances iguais' de avançar às quartas de final (2:04)

Na última quarta-feira, o Valencia acusou o técnico da Atalanta, Gian Piero Gasperini, de "irresponsabilidade", por ter viajado para jogo entre as equipes, pela Uefa Champions League, quando já estaria apresentando sintomas de contaminação pelo coronavírus.

Já nesta quinta, em entrevista à Sky Sports, o comandante rebateu as declarações e criticou a equipe espanhola.

"Esta é uma controvérsia muito ofensiva e feia. Respeitei todos os protocolos e fiquei em quarentena como todos os outros até recomeçarem os treinos. Nessa altura (em março), tive dores, mas nunca tive febre ou problemas pulmonares", garantiu.

Gasperini ainda disse que provavelmente se contaminou durante a primeira partida das oitavas, em jogo que foi disputado com torcida e acabou sendo considerado uma "bomba biológica", tendo sido responsável por propagar o coronavírus em larga escala entre Itália e Espanha.

Em outra entrevista, esta à Gazzetta dello Sport, o técnico da Atalanta lembrou que passou muito mal com os sintomas da COVID-19.

"Na noite anterior à partida em Valência, eu estava doente. Na tarde após a partida, eu estava ainda pior", relatou..

"No banco, estava me sentindo horrível. Era 10 de março. Nas duas noites anteriores, em Bérgamo, eu não dormi muito. Eu não estava com febre, mas me sentia tão quente que parecia que estava com 40ºC”, contou.

“A cada dois minutos, eu ouvia uma ambulância passar. Tinha um hospital por perto. Parecia uma guerra. À noite, eu pensava: 'Se eu for lá, o que vai acontecer comigo? Não posso ir agora, tenho muito o que fazer’”, finalizou.