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Flamengo contratava Jesus há um ano: veja seis acertos do Mister no clube

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Há um ano, o presidente Rodolfo Landim surpreendeu a torcida do Flamengo ao anunciar o português Jorge Jesus como novo técnico. O treinador disse que aceitou o convite pela grandeza rubro-negra, para ele um dos quatro maiores do mundo (ao lado de Barcelona, Boca Juniors e Real Madrid), mas havia muita incerteza sobre a escolha.

Passado um ano, Jorge Jesus revelou-se um sucesso. Faturou quatro dos seis campeonatos que disputou, entre eles o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, e já tinha conquistado a Taça Guanabara no Estadual neste ano quando o futebol parou por causa da pandemia do novo coronavírus.

Os feitos estão aí para ninguém contestar o português, mas, tão importante quanto as conquistas, são os acertos do treinador. Listamos seis decisões tomadas por ele que mudaram o Flamengo.

É bom lembrar que hoje o clube tenta renovar seu vínculo, a 30 dias do fim do contrato, de forma desesperadora.

Arrascaeta

O uruguaio veio a peso de ouro do Cruzeiro (15 milhões de euros; na época, R$ 63,7 milhões), mas até a chegada de Jorge Jesus parecia a fadado a entrar para história como um jogador cara que não vingou. Ficou no banco até em jogos da Copa Libertadores. Tudo mudou com Jorge Jesus. Ele valorizou o meia e o transformou em titular absoluto.

Defesa

A defesa foi outro ponto de melhora. De um time que tomava gols em quase todos os jogos para uma equipe segura. Ele deu continuidade ao trabalho de evolução tática com Rodrigo Caio e, ao receber Marí (não foi pedido dele), transformou um jogador desacreditado e pouco valorizado em um dos principais defensores do futebol brasileiro.

Bruno Henrique e Gabigol

A melhor dupla no Brasil, com pedidos de convocação para a seleção, foi outro mérito de Jesus. Fizeram muitos gols e decidiram muitas partidas. Basta lembrar a virada sobre o River Plate na Libertadores, com dois gols de Gabriel. E a versatilidade da dupla impressionou. Muitas vezes Gabigol atuou na ponta e Bruno Henrique como centroavante.

Arão

Impossível não citar a mudança pela qual passou Willian Arão. Após um 2018 irregular, com poucos jogos (apenas 32) e quase fora do Flamengo (tinha proposta do Olympiacos), ele renasceu na Gávea sob a batuta de Jorge Jesus. Foi fixado como primeiro volante, passou a ter maior participação em gols (além de marcar alguns) e hoje é exaltado pela torcida.

Reinier

Cria da base rubro-negra, o meia-atacante chamou a atenção de Jesus e estreou pelo time profissional na volta das oitavas da Libertadores contra o Emelec em julho. A partir dali, seu futebol encantou time, mídia e torcida, e a ascensão de Reinier logo trouxe um prêmio: por 30 milhões de euros, o Real Madrid o contratou em janeiro deste ano. Outros jovens nomes aproveitados pelo treinador foram Lucas Silva, Hugo Moura, Thuler, Vinicius Souza, entre outros.

Rodízio

Durante o apertado calendário do Flamengo no segundo semestre do ano passado, com jogos decisivos pela Libertadores e Brasileiro, o treinador chamou à atenção por não fazer rodízio, escalando sempre força máxima. Foi o grande mérito da sua estratégia, pois, conforme ele mesmo afirmou, “dá para fazer, basta saber fazer a coisas”, adaptando os treinos.