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Barcelona: cláusula que permitia Messi deixar o clube de graça expirou no fim de semana

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André Linares informa: volta de LaLiga e reflexão de Messi sobre a pandemia (1:05)

LaLiga anunciou neste domingo (31/05) o calendário detalhado das duas rodadas (28 e 29) que marcarão a volta do futebol no país após a parada por conta da pandemia do novo coronavírus (1:05)

A cláusula que garantia a permissão para Lionel Messi sair gratuitamente do Barcelona neste verão europeu expirou no último final de semana, fontes do clube confirmam à ESPN, o que significa que ele permanecerá em Camp Nou por pelo menos mais 12 meses.

Messi, de 32 anos, assinou termos que vão até o final da temporada 2020/21, em 2017. Na época, foi incluída uma cláusula de que ele poderia sair gratuitamente no verão europeu de 2020, desde que comunicasse sua decisão ao Barça antes de junho.

Várias fontes do Barça disseram à ESPN que o prazo final era 30 de maio, coincidindo com a data em que a final da Liga dos Campeões desta temporada deveria ocorrer em Istambul. A ESPN também entrou em contato com o suporte de Messi para confirmação, mas eles costumam dizer que não se pronunciam sobre questões contratuais.

O jornal “El Pais” revelou pela primeira vez os detalhes da situação contratual de Messi em setembro de 2019 e recebeu a confirmação companheiro de equipe Gerard Piqué, que disse que Messi "conquistou o direito de poder escolher o que ele fará com o futuro após tudo que deu ao clube".

Várias equipes, incluindo o Manchester City, monitoram a situação de Messi desde então, mas fontes dentro da hierarquia do Barça sempre mantiveram sua crença de que o astro do clube continuaria no time.

Houve momentos em que essa crença pode ter ‘oscilado’. Messi criticou o diretor esportivo do clube, Eric Abidal, no Instagram no início deste ano e usou o anúncio dos jogadores de que eles receberiam um corte de 70% devido à pandemia de coronavírus para expressar "surpresa que dentro do clube houvesse pessoas que queriam nos pressionar em algo que sempre fomos claros que queríamos fazer “.

Apesar disso, Messi sempre insistiu que gostaria de terminar sua carreira "em casa”, ou seja, no Barcelona, embora ele também tenha sugerido que ele estaria aberto a uma vaga no seu clube de infância, o Newell's Old Boys, localizado em sua cidade, Rosario, antes de finalmente pendurar as chuteiras.

"Eu amo o Barcelona, mas realmente sinto falta de Rosario", disse ele em fevereiro. "Esta é minha casa, estou aqui há mais tempo que a Argentina. Amo Barcelona, onde moro e gosto muito do que faço para viver."

Messi se mudou para Barcelona quando adolescente e, desde a assinatura de seu primeiro contrato profissional, em 2005, recebeu oito renovações pelo clube catalão, com sua cláusula de liberação chegando a € 700 milhões (R$ 4,1 bilhão de acordo com a cotação atual) no processo.

Agora, o Barça espera acertar outro acordo com Messi enquanto o jogador segue para os últimos anos de sua carreira. O presidente do clube, Josep Maria Bartomeu, quer garantir que argentino tenha concordado com novos termos antes que seu mandato expire em 2021.

Bartomeu já havia falado sobre oferecer a Messi um contrato vitalício, semelhante ao assinado por Andres Iniesta, e espera iniciar conversas com o pai de Messi, Jorge, que está na Argentina no momento, quando alguma forma de normalidade voltar após a pandemia de coronavírus.

Com 627 gols, Messi é o maior goleador da história do Barcelona com larga vantagem. Ele também tem 718 participações em jogos do clube, uma figura apenas superada por Xavi Hernández, com 767 partidas no currículo pela equipe catalã.

Messi estará no centro das esperanças de título do Barça quando eles voltarem à Liga em 13 de junho, em duelo válido contra o Mallorca. O time, que lidera a competição, está a dois pontos de distância do Real Madrid, com 11 jogos disputados após uma paralisação de três meses devido ao coronavírus.

Os jogos serão disputados a portas fechadas, com Messi dizendo no último domingo que "a vida e o futebol nunca mais serão os mesmos" por causa da pandemia, que matou quase 400.000 pessoas ao redor do mundo.