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Flamengo: Há um ano, Abel Braga pedia demissão alegando 'traição' da diretoria por contato com Jorge Jesus

Há exatamente um ano, chegava ao fim a segunda passagem de Abel Braga pelo Flamengo. Depois de muitos rumores, pressão da torcida e da diretoria, o treinador optou por pedir demissão do cargo.

Embora muito criticado, os números de Abel durante o tempo que esteve à frente da equipe não são ruins: 32 jogos, com 19 vitórias, oito empates e cinco derrotas. O maior incômodo, porém, foi em relação ao futebol apresentado dentro de campo, considerado fraco levando em conta o estrelado elenco.

Nem mesmo o título do Campeonato Carioca e a classificação para a fase de mata-mata da Copa do Brasil foram suficientes para erguer a moral do comandante. O estopim para a saída, no entanto, foi a reação dos dirigentes à decisão do treinador de escalar reservas na partida contra o Fortaleza, no Estádio Nilton Santos, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro de 2019, visando o jogo de volta pelas oitavas de final da Copa do Brasil diante do Corinthians.

Por meio de sua assessoria, Abel deu fortes declarações sobre a alta cúpula do clube rubro-negro. “Na vida, seja na minha carreira de jogador ou de treinador, sempre estive preparado para as grandes pressões e os grandes momentos. Sempre me dei bem com isso. E me habituei a encarar esses desafios de cabeça erguida. Mas jamais estive preparado para covardias e articulações. O que não suporto é traição”, revelou.

Três dias após aquele 29 de maio, no dia 1º de junho, chegaria da Arábia Saudita o português Jorge Jesus, dando início ao vitorioso trabalho no clube da Gávea, que resultaria na conquista do Campeonato Brasileiro e da Libertadores.