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Gratidão ao São Paulo, final da Libertadores e trabalho como cartola: Sheik repassa carreira

Emerson Sheik relembrou suas passagens pelo Corinthians nesta sexta-feira, falando da final da Copa Libertadores de 2012 e de seu período como coordenador de futebol no ano passado.

"Eu fiquei dez meses, vi o outro lado, que o atleta não enxerga. Aprendi muito, busquei conhecimento. Eu visitei a Roma, o Real Madrid, o Barcelona. Tinha muitas ideias de fora, só que, tirando o Flamengo, talvez, a realidade financeira dos clubes é muito complicada. Não conseguia fazer absolutamente nada. Não conseguia implantar nada do que fui aprender fora", declarou o ex-jogador sobre sua passagem como dirigente em entrevista ao programa Jogo Aberto, da TV Bandeirantes.

"Eu vi o torcedor, que tem uma paixão absurda por mim, me xingando, e eu não queria apagar a história linda que eu tenho dentro do clube por não estar dentro de campo e poder fazer da minha maneira ou de estar fora e poder fazer fora. Então, eu não podia fazer dentro e também não tinha como fazer fora. Então, decidi sair."

Outro assunto comentado por Sheik foi a partida de volta da final da Libertadores de 2012, em que marcou os gols da vitória corintiana sobre o Boca Juniors e teve uma disputa com o zagueiro Matías Caruzzo, de quem chegou a morder a mão.

“Eu vi o Caruzzo abalado já no início da partida e o Schiavi não. Schiavi é um jogador mais maduro, já era um veterano, um cara mais experiente e eu falei ‘se colar, colou’. Só que a primeira provocação com ele, as imagens não mostram, ele me puxa e eu enfio o dedo na barriga dele e com força”, disse Sheik. “Eu vi que ele sentiu muito aquilo e eu comecei a fazer toda aquela situação em cima dele".

"Eu não sei que maluquice eu tive de morder o cara. Sou um maluco mesmo", afirmou o ex-atacante.

Sheik também falou com carinho sobre o São Paulo, clube no qual começou sua carreira profissional no final da década de 1990.

“Foi o São Paulo que abriu as portas para o meu sonho, que era ser jogador. Ali eu fiz toda a minha base, cresci como ser humano e pessoa, aprendi a ser gente. Eu vim de uma favela, não sabia nem comer frango com garfo e faca, porque em casa a gente pegava com a mão."

Como jogador, o ex-atacante sempre teve um perfil extrovertido e que fazia brincadeiras. Parte delas foi destinadas ao São Paulo, rival do Corinthians.

“Já não sou mais atleta, não tenho mais que zoar o São Paulo. Fazia isso porque era uma brincadeira minha. Gostava de fazer isso. E o São Paulo faz, sim, parte da minha história. E eu ganhei títulos no São Paulo também, teve um Torneio da Flórida, nos Estados Unidos. Então tenho título pelo São Paulo também. É um título de um torneio curto”, afirmou.