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Atlético-MG demite em meio à pandemia, e número de desligados pode chegar a 50, segundo imprensa local

A crise econômica agravada pela pandemia de COVID-19 pode causar uma grande leva de demissões em diversos setores do Atlético-MG, de acordo com relatos da imprensa local.

A Rádio Itatiaia afirmou em reportagem que o clube vai demitir mais de 50 funcionários de vários departamentos.

A medida pretende economizar R$ 10 milhões até dezembro. O corte de 25% nos salários dos jogadores permanece, pelo menos até o retorno dos jogos.

Funcionários de todas as alçadas do clube, inclusive de cargos diretivos, estão na lista, além de colaboradores da sede administrativa, no bairro de Lourdes, e da Cidade do Galo, em Vespasiano. Apenas nas categorias de base do clube há 15 demissões previstas.

Caso o Atlético volte a ter verba, o clube estaria disposto a readmitir os funcionários, diz a reportagem.

Nessa quinta-feira (21), o preparador físico Luís Otávio Kalil, conhecido como Kalilzinho, que estava no Atlético desde 2004, foi desligado do clube.

O ex-preparador físico é sobrinho de Alexandre Kalil, ex-presidente do Galo e atual prefeito de Belo Horizonte. O ex-mandatário está em lado oposto de Sérgio Sette Câmara, atual presidente do clube, na política alvinegra.

Por meio das redes sociais, o atacante alvinegro Diego Tardelli lamentou a saída do preparador. Outros jogadores que atuaram pelo Atlético como Bernard, Marcos Rocha, Leandro Donizete, Richarlyson e Rafael Carioca também comentaram o desligamento.

Responsável pelo mascotes (crianças que entram em campo em dias de jogos) e também bastante querida no clube, no qual estava há 29 anos, a produtora de eventos Andreia Paiva foi mais uma comunicada da demissão durante esta semana, de acordo com o jornal Hoje em Dia.

Alan Deere, sub-gerente da Cidade do Galo, e Lilian Lúcia, secretária que trabalhava na sala da diretoria no CT, também tiveram o mesmo destino, por exemplo

Além de reduzir os salários de funcionários que ganham mais de R$ 5 mil (mensais), outros profissionais do clube assinaram licenças não-remuneradas, como é o caso de Lucas Couto, diretor de operação de estádios. O acordo, assinado em 1º de abril é válido até 1º de agosto, ou, caso as atividades do setor retornem antes, ele volta a exercer a função normalmente.