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Déficit de quase R$ 400 milhões, rebaixamento e caos: o desafio gigantesco de Sérgio Rodrigues, novo presidente do Cruzeiro

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Zezé Perrella leva cusparada em eleição de novo presidente do Cruzeiro; veja o momento (0:17)

O ex-presidente do clube mineiro rapidamente entrou em um carro e deixou o Ginásio do Barro Preto | via TV Globo (0:17)

Nesta quinta-feira (21), 351 conselheiros votaram e elegeram Sérgio Santos Rodrigues como novo presidente do Cruzeiro. A missão do novo mandatário, porém, não será nada fácil.

Sérgio Santos Rodrigues assume o clube celeste em um dos momentos mais complicados dos quase 100 anos de existência da equipe. Na quarta-feira, o Cruzeiro apresentou o balanço referente ao exercício de 2019 e também um déficit de R$ 394,1 milhões, valor cinco vezes superior ao déficit registrado no ano anterior: R$ 73,818 milhões.

O rombo deixado nas finanças do clube é maior, inclusive, do que qualquer faturamento anual na história do clube, que teve o seu recorde em 2018. Naquele ano, a Raposa faturou incríveis R$ 386,8 milhões, menos que os R$ 394,1 milhões de déficit. Déficit esse que, inclusive, supera a soma dos déficits de Corinthians e São Paulo.

Em meio a tudo isso, a equipe foi rebaixada à Série B do Campeonato Brasileiro na última temporada e já teve sua primeira "derrota" na segunda divisão. Uma dívida não quitada de R$ 5 milhões com o Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, pelo empréstimo do volante Denílson, em 2016, se transformou em uma punição da Fifa.

A maior entidade do futebol mundial ordenou que o clube comece a disputa do próximo campeonato nacional com uma perda de seis pontos.

Mas não é só o Al Wahda que está cobrando o Cruzeiro na Fifa. Diversos outros clubes acionaram a entidade para cobrar pendências da equipe celeste que, se não quitadas, podem se transformar em ainda mais pontos perdido ou, em caso mais extremo, até mesmo um rebaixamento para a Série C.

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Cruzeiro escolhe novo presidente nesta quinta-feira

O Zorya Luhansk, da Ucrânia, herdou a dívida do Metalist, clube que o Cruzeiro negociou a compra de Willian e cobra 975 mil euros (R$ 6 milhões) + 45 mil francos suíços (R$ 265,38 mil).

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Pela negociação de De Arrascaeta, o Defensor, do Uruguai, cobra 1.151.500 euros (R$ 7,2 milhões) + 50 mil francos suíços (R$ 294,87 mil). O Tigres, do México, cobra US$ 1 milhão (R$ 5.69 milhões) com 5% de juros + 47 mil francos suíços (R$ 277,18 mil) por Rafael Sóbis.

Por fim, o Monarcas Morelia, do México, alega que o Cruzeiro deve US$ 1.145.000 (R$ 6,51 milhões) + 52,5 mil francos suíços (R$ 309,61 mil) pela negociação de Duvier Riascos.