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Amigos, danças e discussão dentro e fora de campo: Neymar e ex-companheiros lembram seu 1º título no Santos

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Há dez anos, Neymar dava sua primeira volta olímpica como jogador profissional. Foi no estádio do Pacaembu para celebrar o título do Campeonato Paulista de 2010. O jogador tinha apenas 18 anos e fez parte de mais uma geração de "Meninos da Vila" no Santos.

O time alvinegro perdeu para o Santo André por 3 a 2, em 2 de maio daquele ano, mas assegurou a taça por ter vencido o primeiro duelo pelo mesmo placar e por ter a melhor campanha. Apesar do revés, foi dia de show de Paulo Henrique Ganso e Neymar.

“Esse título foi muito importante para minha carreira. Mesmo novo, eu já tinha participado de uma final no ano anterior quando a gente foi vice. Desta vez, eu estava jogando com os meus melhores amigos da época do Santos, o Ganso e o André", disse Neymar via assessoria de imprensa.

"Nós subimos juntos da base para o profissional, onde encontrei os meus ídolos também, que eu via jogar, como o Léo, o Giovanni e o Robinho, que é meu ídolo. Isso foi uma inspiração pra mim e isso é inesquecível”, acrescentou.

Na final, exatamente um ano e dois meses depois de se profissionalizar pelo Santos, ele marcou dois gols. O garoto foi o artilheiro do torneio com 14 gols. E o Santos teve o melhor ataque da competição. O time era comandado por Dorival Júnior.

“Foi tudo muito especial, porque a gente tinha muita alegria em campo. É só observar que os dois gols que eu fiz tiveram passes de calcanhar, primeiro do Robinho e, depois, do Ganso. Isso é muito difícil, até porque o Santo André fez um jogo muito duro”, recorda Neymar Jr.

Danças

Algo marcante daquela geração era a irreverência. Todos os gols eram celebrados com dancinhas, geralmente puxadas pelo capitão Robinho, de volta ao clube para uma passagem de seis meses emprestado pelo Manchester City, e André Balada.

O Rei das Pedaladas, que já havia sido campeão pelo Santos em 2002, com o título do Campeonato Brasileiro, disse que a conquista de 2010 teve um sabor especial por ser com uma nova geração de talentos.

“As dancinhas eram algo natural, porque nosso time vivia dançando e se divertindo durante os treinos e jogos. Muitas vezes eu puxava, outras o Neymar. Foi maravilhoso ter participado de outra geração vitoriosa do Santos”, destacou Robinho.

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Discussão dentro e fora de campo

Outro ídolo do Santos que fez parte do time campeão daquele ano foi o lateral esquerdo Léo. Ele recorda que foi expulso na decisão, por defender Neymar do atacante Nunes, do Santo André.

"Neymar tinha sofrido uma falta e o Nunes começou a discutir com ele, xingando. Eu já era um dos líderes do grupo do Santos e me senti na obrigação de defender o Neymar e esculhambei o Nunes, xingando ele e fui expulso. O Nunes também foi expulso e continuamos discutindo fora do campo".

Ansiedade

Neymar Jr tinha recém completado 18 anos. A pouca idade, no entanto, não era problema, tanto que ele encerrou a competição como protagonista do time. André, então companheiro de ataque, revela que a dupla estava ansiosa para o gritar é campeão pela primeira vez.

"A gente era muito novo e não entendia o que era ser campeão e o que era ganhar pelo Santos. Nos emocionamos muito no vestiário, antes do jogo. Olhamos um para o outro e falamos que seríamos campeões", relembrou André.