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São Paulo tem o melhor elenco desde 2012, como disse Lugano? Veja todos e compare

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Canhotaça de Hernanes, chute de primeira de Dani Alves e mais: veja golaços do São Paulo em 2020 (0:57)

O vídeo ainda tem a bomba de esquerda de Reinaldo e um lindo chute de longe de Pablo (0:57)

Um dos maiores ídolos do São Paulo, Diego Lugano declarou em entrevista na semana passada que o atual "é o melhor elenco do clube nos últimos sete, oito anos". Fato que este tem Tiago Volpi, Arboleda, Juanfran, Hernanes, Daniel Alves... Mas é mesmo o melhor desde 2012?

O ESPN.com.br, então, voltou até aquele ano, que marcou a última conquista do time, a da Copa Sul-Americana, e levantou estes grupos um a um para que o fã de esporte, principalmente o torcedor tricolor, possa relembrar e tirar sua própria conclusão.

Afinal, o São Paulo nestes últimos anos já teve Kaká, Michel Bastos, Maicon, Ganso, Casemiro, Thiago Mendes, Lucas Moura, Alan Kardec, Luis Fabiano...

Mais do que isto, mostramos quais técnicos comandaram o São Paulo neste período, entre efetivos e interinos - e foram muitos ,- e até aonde a equipe foi em diversas competições.

Importante informar que não se listou o elenco inteiro, com aqueles atletas que sequer vão acampo, mas, sim, com os que de fato tinham alguma relevância e/ou foram usados algumas vezes.

Veja abaixo, ano a ano, os grupos que representaram o São Paulo de 2012 a 2019 e os compare com o de 2020

2012 - Lucas Moura e o último título

Em campo, o time foi semifinalista da Copa do Brasil e quarto lugar no Brasileiro. E venceu a Copa Sul-Americana, que consagrou Lucas como um dos astros do futebol brasileiro antes de sua despedida para o Paris Saint-Germain e foi a última grande conquista do clube.

Dirigido por Ney Franco, o time tinha ainda nomes como Rafael Tolói, Luis Fabiano e Jadson, além de Cícero, Maicon e Ganso no banco de reservas.

Time base: Rogério Ceni, Paulo Miranda (Píris), Rafael Tolói (Edson Silva), Rhodolfo e Cortez; Denilson (Maicon), Casemiro (Cícero), Jadson; Lucas, Osvaldo (Fernandinho) e Luis Fabiano (Willian José)

2013 - Ganso, Maicon, 'Boi Bandido' e início do jejum

Ney Franco, Paulo Autuori e Muricy Ramalho foram os treinadores daquela temporada.

Em campo, o time chegou às semifinais da Sul-Americana, mas caiu para a Ponte Preta. Antes, eliminação nas oitavas da Libertadores para o campeão Atlético-MG. No Brasileiro, campanha sofrível teve até luta contra o rebaixamento. Ganso e Maicon ganharam espaço, assim como o jovem Rodrigo Caio no meio-campo. Na defesa, o time mudou muito do início para o fim do ano, enquanto Aloísio, chamado de ‘Boi Bandido’, era um dos queridinhos da torcida.

Time base: Rogério Ceni, Douglas (Paulo Miranda), Rafael Tolói, Lucio (Edson Silva) e Reinaldo (Thiago Carleto); Wellington, Rodrigo Caio, Maicon (Denilson) e Ganso (Jadson); Aloísio (Osvaldo) e Luis Fabiano

2014 - Kaká de volta e vice brasileiro

Em campo, mais uma semifinal de Sul-Americana, dessa vez com derrota para o Atletico Nacional-COL de Juan Carlos Osorio, além do vice-campeonato brasileiro. O time foi dirigido por Muricy Ramalho e teve a volta de Kaká, além das chegadas de Souza, Alan Kardec, Alexandre Pato, Michel Bastos e Alvaro Pereira.

Time base: Rogério Ceni, Hudson (Douglas), Antonio Carlos (Rafael Tolói), Edson Silva e Alvaro Pereira (Reinaldo); Souza (Wellington), Maicon (Denilson), Michel Bastos (Kaká) e Ganso; Alexandre Pato (Osvaldo) e Luis Fabiano (Alan Kardec)

2015 - Adeus de Ceni e chegada de Thiago Mendes

Muricy, Milton Cruz, Doriva e Juan Carlos Osorio dirigiram o time naquela temporada, que marcou a aposentadoria do ídolo Rogério Ceni.

Em campo, a equipe teve como algoz nas semifinais de Paulista e Copa do Brasil o Santos. A base era de 2014, com jovens ganhando espaço e poucos reforços como o lateral-direito Bruno e os volantes Thiago Mendes e Wesley, além do problemático meia argentino Centurión

Time base: Rogério Ceni, Bruno (Hudson), Lucão, Rafael Tolói (Dória) e Reinaldo (Carlinhos); Rodrigo Caio (Wesley), Thiago Mendes, Ganso e Michel Bastos (Centurión); Alexandre Pato e Luis Fabiano (Alan Kardec)

OPINIÃO - Vitor Birner: 'É possível entender Lugano, mas São Paulo não tem seu melhor elenco desde 2012; veja qual foi

2016 - Calleri, Cueva, 'Patón' e semi de Libertadores

O São Paulo de 2016 foi uma gangorra. Começou com Edgardo 'Patón' Bauza de técnico, que saiu em 1º de agosto para assumir a seleção argentina, e depois apostou em Ricardo Gomes, demitido restando dois jogos para o fim do Campeonato Brasileiro - entre ambos, André Jardine foi o interino, posto que Pintado ocupou nos dois compromissos finais do ano.

Em campo, o time foi eliminado do Campeonato Paulista pelo Osasco Audax de Fernando Diniz tomando de 4 a 0 nas quartas de final; na Libertadores, o ponto alto: ida até à semifinal, fase em que caiu para o Atlético Nacional-COL, que viria a ser o campeão - em ambas competições, com Bauza.

Na Copa do Brasil, já com Ricardo Gomes, vexame. O time entrou direto nas oitavas de final, mas não passou dela: caiu para o Juventude, então na Série C, com derrota no Morumbi por 2 a 1 na ida e vitória só por 1 a 0 em Caxias do Sul que não foi suficiente. No Brasileiro, um triste e melancólico décimo lugar, após luta contra a degola.

Time base: Denis (Renan Ribeiro); Bruno (Buffarini), Maicon, Rodrigo Caio (Lugano) e Mena (Carlinhos ); Hudson (Wesley, João Schmidt), Thiago Mendes e Ganso (Cueva); Kelvin (Centurión, David Neres), Michel Bastos (Luiz Araújo) e Calleri (Alan Kardec, Gilberto e Andrés Chávez)

2017 - Arboleda, Petros, Ceni demitido e mais vexames

O ano começou cheio de expectativas com o ídolo Rogério Ceni sendo o técnico e o time ganhando a Floria Cup, na pré-temporada, em cima do rival Corinthians. Mas parou por aí. O ex-goleiro foi demitido em 2 de julho, Pintado foi o interino de novo e Dorival Júnior tocou o barco até o fim do ano.

Em campo, eliminações na semifinal do Campeonato Paulista para o Corinthians e precocemente na quarta fase da Copa do Brasil, nesta para o Cruzeiro; na Copa Sul-Americana, vergonha: queda para o inexpressivo Defensa y Justicia, da Argentina; no Brasileiro, um horroroso 13º lugar, outra vez com briga contra o rebaixamento.

Time base: Denis (Renan Ribeiro e Sidão); Bruno (Buffarini), Rodrigo Caio e Maicon (Arboleda) e Júior Tavares (Edimar); Petros (Wesley, João Schmidt), Jucilei (Thiago Mendes, Araruna), Hernanes (Cueva); Luiz Araújo (Marcos Guilherme), Wellington Nem e Lucas Pratto (Gilberto, Andrés Chávez)

2018 - Nenê, Everton, ilusão no Brasileiro e Aguirre fora

No primeiro ano de Raí como executivo de futebol, e também de Ricardo Rocha e Lugano na diretoria, o São Paulo começou com Dorival Júnior de técnico, o demitiu ainda em março, teve André Jardine como interino e contratou Diego Aguirre. O uruguaio durou até novembro, quando também foi demitido. Jardine assumiu de novo até o fim do ano.

Em campo, queda na semifinal do Paulistão para o Corinthians, nos pênaltis; na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana, eliminações para o Athletico-PR ainda na quarta fase e para o Colón, da Argentina, na segunda fase; no Brasileiro, o time ainda com Aguirre fechou o turno na liderança, mas não era a realidade, que veio no returno: fechou em quinto lugar, com o alívio de ter conseguido voltar à Libertadores da América.

Time base: Sidão (Jean), Militão (Régis), Arboleda (Anderson Martins), Bruno Alves (Rodrigo Caio) e Reinaldo (Edimar); Jucilei (Luan, Petros), Hudson (Araruna, Liziero) e Nenê (Cueva, Lucas Fernandes); Rojas (Marcos Guilherme), Everton e Diego Souza (Gonzao Carneiro, Tréllez)

2019 - Volpi, Juanfran, Daniel Alves e erro com Jardine

André Jardine ultrapassou o fim de 2018 e foi efetivado, mas durou só até o meio de fevereiro; Vagner Mancini, então coordenador, assumiu interinamente até Cuca, o novo efetivo, chegar e ficar até setembro, quando pediu para sair e foi substituído por Fernando Diniz.

Em campo, o time começou a temporada caindo vergonhosamente para o Talleres, da Argentina, ainda na fase eliminatória pré-grupos da Libertadores. Já sem Jardine e com Mancini/Cuca, chegou à final do Paulista, mas a perdeu para o Corinthians; na Copa do Brasil, entrou e saiu logo nas oitavas de final ao cair para o Bahia; e no Brasileiro, um modesto sexto lugar que ao menos valeu vaga direta na fase de grupos da Libertdadores de 2020.

Time base: Tiago Volpi; Juanfran (Igor Vinícius, Bruno Peres), Arboleda (Anderson Martins), Bruno Alves e Reinaldo; Tchê Tchê (Luan, Willian Farias), Daniel Alves (Jucilei, Hudson, Liziero) e Igor Gomes (Hernanes, Everton Felipe); Antony (Helinho, Toró), Vitor Bueno (Raniel, Everton) e Pablo (Pato, Diego Souza e Gonzalo Carneiro)

2020 - Daniel Alves, Diniz... Vai acabar com o Jejum?

Fernando Diniz foi mantido, e o time jogava um futebol competitivo e em alguns momentos até vistoso até à parada por conta da pademia do novo coronavírus.

Em campo, foram apenas 12 jogos, dez pelo Paulista e dois pela Libertadores, com, no total, seis vitórias, três empates e três derrotas.

Time base: Tiago Volpi (Lucas Perri); Juanfran (Igor Vinícius), Arboleda (Anderson Martins), Bruno Alves e Reinaldo (Léo); Tchê Tchê (Luan), Daniel Alves (Liziero) e Igor Gomes (Hernanes); Antony (Helinho), Vitor Bueno (Toró) e Pato (Pablo, Brenner)