Receitas da arena do Palmeiras são penhoradas por dívida com empresa de geradores

Na manhã desta terça-feira, foi noticiado que a juíza Carolina de Figueiredo Dorhiac Nogueira, da 38ª Vara Cível de São Paulo, bloqueou créditos que a WTorre receberia do Palmeiras para quitar uma dívida avaliada em R$ 1,6 bilhão com a Power Brasil, empresa responsável por locar geradores de energia para o Allianz Parque há cinco anos.

A informação foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Ainda segundo o jornal, o clube paulista ainda não havia sido notificado dessa ação, que está tramitando desde 2015 no Tribunal de Justiça de São Paulo.

"Para que não paguem à Real Arenas, depositando em conta judicial", a juíza determinou que a Allianz Seguradora e outras empresas responsáveis por prestarem serviços no estádio sejam oficializadas.

A Real Arenas, citada pela autoridade, é parceira da WTorre na construção do estádio do Palmeiras.

Há um ano, quando a dívida estava avaliada em R$ 1,4 bilhão, a mesma juíza já havia bloqueado contas da Real Arena.

Na ocasião, a a magistrada penhorou os direitos da Real Arenas, que, por sua vez, pediu efeito suspensivo afirmando que a empresa entraria em "situação de morte financeira".

Depois que o pedido do grupo foi aceito, a juíza optou por bloquear os créditos da empresa com o Palmeiras, uma vez que Power Brasil recusou os acordos propostos pela WTorre.

Por conta de um acordo envolvendo o clube a construtora, que possibilitou a construção do Allianz Parque, a WTorre tem preferência para utilizar o estádio até 2044.