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Inter de Milão: Godín recebe conselho de sogro ex-jogador sobre futuro no clube

Depois de nove anos jogando pelo Atlético de Madrid, o veterano zagueiro Diego Godín está na primeira temporada de seu contrato de três anos com a Inter de Milão. Porém, o uruguaio não está feliz com seu desempenho no futebol italiano e, inclusive, já cogita deixar o clube na próxima janela de transferências. Um dos possíveis destinos seria a Premier League.

Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, o ex-jogador José Oscar Herrera, sogro de Godín, revelou que teve uma conversa com o zagueiro de 34 anos sobre o futuro dele no futebol, já que ambos estão passando a quarentena juntos no Uruguai.

“Estamos todos aqui em casa juntos. No Uruguai, estamos em isolamento, mas não é obrigatório. Com Diego, conversamos sobre como o Campeonato Italiano mudou e ele me disse que não teve todos os minutos e atuações que esperava. Acho que os todos anos em Madri e na seleção mostraram perfeitamente quem ele é”.

Assim como o genro, José Oscar Herrera também foi zagueiro e atuou no futebol italiano nos anos 1990. Durante sua passagem pela Serie A, jogou pelo Cagliari e pela Atalanta. Com sua experiência no país, Herrera entende que não é fácil se adaptar ao futebol italiano.

“Eu disse a ele para não ouvir as vozes e cerrar os dentes. Ser um zagueiro na Itália é difícil para todos, mesmo para um especialista como ele. Ele tem que pensar em ter um mínimo de aclimatação. Acho que se ele encontrar confiança, será um dos melhores defensores do campeonato".

Apesar das dificuldades de adaptação que Godín está passando, o sogro o encorajou a continuar no time italiano.

“Eu o aconselhei a ficar. Absolutamente sim. Para mim, se ele ficar, ele pode ser uma peça-chave para a Inter na disputa pelo Scudetto e fará com que todos pensem novamente. Ele está feliz com a escolha que fez, apesar de algumas dificuldades iniciais. Ele me disse que ama a cidade e gosta que na Itália há uma paixão ainda mais forte pelo futebol do que na Espanha: é muito semelhante ao que você sente quando joga no Uruguai. Logicamente, isso também faz com que a pressão aumente”.