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Bugrino desde criança, técnico salvou time com 90% de chance de queda e agora visa 'reconstrução com jogo bonito'

Em um grupo com Red Bull Bragantino e Corinthians, times de Série A, quem estaria classificado neste momento para as finais do Campeonato Paulista é o Guarani (juntamente com o time de Bragança), que chamou a atenção nestes primeiros meses com um jogo bonito baseado na posse de bola, ideias do técnico Thiago Carpini, um torcedor bugrino e morador da região desde criança.

Aos 35 anos, Carpini tem sua primeira experiência como treinador profissional. Antes disso, foi jogador (com passagem pelos dois times campineiros), auxiliar técnico de XV de Piracicaba, Botafogo-PB e do próprio Guarani, onde assumiu como interino em agosto de 2019 com mais 90% de chances de rebaixamento para a Série C.

“Era um sonho voltar ao Guarani, não imaginava que seria tão rápido. Mas surgiu a oportunidade em um momento contrubado, com troca de dirigentes, mais de 90% de chances de rebaixamento. Felizmente conseguimos a permanência e está sendo muito proveitoso esse início de 2020, ver como os atletas compraram a ideia de jogo”, contou Carpini ao ESPN.com.br.

O treinador falou sobre seu estilo e contou que se espelha em técnicos como Pepe Guardiola, Jorge Sampaoli e Fernando Diniz, além de Renato Gáucho, que foi seu treinador e é exemplo na gestão de pessoas.

“Gosto muito das equipes do Diniz, como se comporta com e sem a bola. Busco pegar um pouco de cada um desses e implantar minha identidade. Sempre gostei do futebol bem jogado, com posse, construção, triangulação. Tendo a bola você está mais próximo do gol, tem menos possibilidade de sofrer gol. Claro que se não ganha, vem críticas, mas isso não muda minha forma de ver futebol. É o que penso e acredito.”

Reconstrução

Apesar da boa campanha e dos elogios, Carpini tem pés no chão. O técnico disse que a realidade do Guarani é permanecer na elite do Paulista e na Série B, para a partir daí pensar em outras coisas.

“Nossa realidade é manutenção e será também na Série B. Temos uma das menores folhas do Paulistão. Nos surpreendeu a maneira que atletas estão comprometidos, jogando da mesma forma sempre, mas não vamos nos iludir e vender uma ideia que não é realidade. Estamos em um período de reconstrução e queremos fazer um torneio seguro para depois sonhar com coisas maiores.”