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Bayern faz 'futebol racional' gastando só 12% de seu dinheiro com reforços

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“O coronavírus nos pode ajudar a criar um mundo mais racional, também no que diz respeito ao futebol. Devemos corrigir os erros do passado. Não creio que deva ser algo dramático. Bastará com que cada um esteja disposto a corrigir um pouquinho sua filosofia, e talvez tenhamos um futebol mais sano.”

O CEO do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge, citou os gastos exorbitantes do futebol desde a década de 90, incluindo o do próprio clube dele, para falar que agora possa ser um momento de mudar a realidade do esporte.

Ainda que o dirigente coloque o Bayern neste cenário, os bávaros apresentam um panorama diferente em relação a outros clubes de destaque da Europa quanto aos gastos. Afinal, os alemães, entre as temporadas 2010-11 e 2018-19, gastaram apenas 12% de suas receitas para comprar jogadores. No mesmo período, o Manchester City, por exemplo, teve uma proporção de 35%, quase o triplo.

De acordo com o estudo Football Money League, da consultoria Deloitte, o Bayern teve, na soma das nove temporadas mencionadas, uma receita total de 4,546 bilhões de euros. Desde 2016, o clube é todo ano o quarto colocado na pesquisa.

No mesmo período, os atuais heptacampeões alemães usaram 540 milhões de euros em reforços, de acordo com o site Transfermarkt, sendo apenas o 18º entre os que mais desembolsaram em reforços. Ao ser considerado o balanço entre chegadas e saídas de atletas, o clube é o décimo que mais gastou.

Seguindo a comparação com o City, os ingleses tiveram uma receita de 3,887 bilhões de euros e investiram 1,37 bilhões de euros em reforços.