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Técnicos da seleção inglesa e do West Ham aceitam redução de 30% dos salários durante pandemia

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David Moyes e Gareth Southgate, técnicos do West Ham e da seleção da Inglaterra respectivamente, aceitaram reduzir seus salários em 30% durante a pandemia de coronavírus para ajudar os clubes a enfrentarem os possíveis problemas financeiros que devem enfrentar, de acordo com o jornal The Guardian.

Moyes é o terceiro treinador da Premier League a aceitar a redução de salário, depois de Eddie Howe, do Bournemouth, e Graham Potter, do Brighton. A Associação de Jogadores Profissionais negocia com os clubes para que os atletas também recebam redução temporária. O West Ham não afastou nenhum funcionário e planeja injetar pelo menos 30 milhões de libras, cerca de R$ 193 milhões, para conter os problemas.

Southgate aceitou a redução imposta pela Associação de Futebol inglesa após a mesma anunciar que espera perdas financeiras que podem chegar até 150 milhões de libras, cerca de R$ 969 milhões. O treinador é o funcionário mais bem pago da Associação, ganhando em torno de 3 milhões de libras por ano e voluntariamente aceitou o corte pelos próximos três meses.

Outros funcionários com salários altos também sofreram redução, como Mark Bullingham, chefe executivo, e o presidente Greg Clark. Gerentes de outras áreas, como recursos humanos, financeiras, comunicaçãos e TI também aceitaram 15% de redução pelos próximos três meses. O técnico da seleção feminina, Phil Neville, também terá redução salarial, mas ainda não se sabe se será a mesma que de Southgate.

Por conta das reduções, Bullingham afirmou: "Já estamos tendo impactos imediatos e significativos financeiramente por conta do adiamento dos amisotos da Inglaterra, de partidas da FA Cup e eventos no Wembley, e não há previsão de quando retornarão".

"O impacto financeiro que se espera é de aproximadamente 100 milhões de libras, mas pode tranquilamente exceder 150 milhões, dependendo da duração das medidas necessárias adotadas pelo governo", completa.

"Estamos propondo a todos os empresários que ganham mais de 50 mil libras ou mais por ano que tenham uma redução temporária de 7,5%. Com o exemplo daqueles com maior salário assumindo a responsabilidade, os diretores aceitaram cortar em 15%, e os maiores salários da organização aceitaram reduzir em 30%", finaliza.