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Ex-Santos, Rafael lembra insistência de Rafa Benítez para levá-lo ao Napoli e conta como virou 'paredão brasileiro' na Inglaterra

Contratado nesta temporada pelo Reading, Rafael Cabral vive grande momento na Inglaterra, a ponto de seu companheiro de time e de posição Sam Walker o classificar como “paredão brasileiro”.

“Cara, não vou mentir. Quando eu recebi a oferta, eu pensei: ‘hmm, eu realmente quero ir a um time da segunda divisão?’”, contou o goleiro em entrevista ao site The Athletic.

No 14º colocado da Championship, o brasileiro se reergueu. Depois de ter perdido a posição no Napoli ao longo da temporada 2014-15, ele ficaria no banco nas três temporadas seguintes, e a situação não mudaria na Sampdoria em 2018-19.

“A liga é muito competitiva. No Brasil ou na Itália, os três times principais normalmente vencem todo mundo, mas não é bem assim aqui. Apenas olhe a tabela: as coisas podem mudar em um fim de semana. Tudo é organizado, os campos são ótimos. E o nível de dificuldades significa que você tem que ter boa performance”, disse.

“A Inglaterra é um lugar difícil para goleiros, mas estou realmente aproveitando”, declarou Rafael. “Os times levam muitos chutes e tem muitas bolas aéreas. Os árbitros não dão muitas faltas. É mais fácil na Itália: você não trabalha tanto como goleiro”.

Depois de anos na reserva e prejudicado por lesões, o atleta de 29 anos parece recuperar a forma de um goleiro que gerou enorme expectativa no passado. Afinal, ele foi o titular do Santos campeão da Libertadores em 2011 e defendeu a seleção brasileira em três oportunidades em 2012.

O alto nível apresentado fez com que Rafa Benítez insistisse em sua contratação e o convenceu a ir ao Napoli, resistindo a um interesse da Roma.

“Eu não pude decidir entre os dois clubes, mas ele me ligou três vezes e me disse o quanto ele me queria para ser seu goleiro”, contou Rafael. “Ele me disse que estava me assistindo havia um longo tempo, e que ele seria paciente comigo enquanto eu me estabelecia e aprendia italiano. Ele disse que eu poderia aprender com Pepe Reina no primeiro ano, mas que eu seria seu número 1 depois disso. Ele não é apenas um treinador de elite; ele é também uma pessoa sensacional, um homem de palavra”.

O goleiro ainda fez elogios a Reina na entrevista. “Um cara incrível. Ele estava sempre feliz, brincando... simplesmente uma pessoa top. Todos gostavam dele. Tínhamos uma rivalidade saudável, e foi uma grande experiência trabalhar com ele. Eu sou o goleiro que sou hoje em parte por conta de sua ajuda”.