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Clubes entendem que 'vírus é quem manda' e já começam a avaliar prejuízos se LaLiga for cancelada

O presidente de LaLiga, Javier Tebas, realizou videoconferências com representantes dos clubes da primeira e segunda divisões espanholas nesta segunda-feira. Em seis horas de reunião, conversaram sobre os possíveis rumos desta reta final de temporada e a crise financeira que assola os times do país.

De acordo com o jornal AS, a sensação dos dirigentes ao fim do dia era de aceitação de que, momentaneamente, “o vírus é quem manda”. Como a pandemia segue acumulando casos na Espanha, ainda não é possível determinar o futuro do futebol no país.

Uma das dúvidas é em relação à possibilidade de concluir a temporada em campo. Javier Tebas está seguro de que isso acontecerá, enquanto os clubes não são tão otimistas.

Caso a temporada 2019/2020 se estenda muito além do previsto, Tebas sinalizou com a possibilidade da próxima, de 2020/2021, ter partidas disputadas no período de natal e ano novo.

Outra preocupação é com o lado financeiro. Sem a verba vinda de diversas fontes de renda, como ingressos, lojas, transmissões de TV, entre outras, Barcelona, Atlético de Madrid, Espanyol e Alavés já chegaram a acordo com seus jogadores para reduções de salários.

A tendência é que os outros clubes do país vão pelo mesmo caminho. O cálculo dos presidentes aponta que será necessário uma redução de ao menos 20% dos salários, chegando em alguns casos a 28,5%, caso a temporada não seja retomada.