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Cristiano Ronaldo e Messi juntos no Barcelona? Isso quase aconteceu! Veja como foi

Neste domingo, o jornal Sport publicou trecho do livro "Cristiano Ronaldo - La biografia", escrito pelo famoso jornalista espanhol Guillem Balagué.

Na publicação, o autor revelou que CR7 esteve próximo de formar dupla com Lionel Messi no Barcelona, e por pouco isso não aconteceu.

A história começa perto da janela de transferências do verão europeu de 2009. Na ocasião, o Real Madrid era presidido pelo empresário Ramón Calderón, que foi ao tradicional programa "El Larguero", da rádio Cadena SER, e revelou que Ronaldo, então astro do Manchester United, já havia feito um acordo com os Red Devils que lhe permitiria trocar de clube na janela, desde que os ingleses levassem uma "quantidade

O problema foi que o jornalista José Ramón de la Morena, condutor do programa, soltou em seguida, ao vivo, que os merengues já tinham acordo com o português, e que havia inclusive uma cláusula de confidencialidade, que, se rompida, poderia cancelar toda a operação.

Ao ouvir que tudo tinha se tornado público, o técnico do United, Sir Alex Ferguson, ficou furioso e ameaçou vetar a saída de Cristiano. A situação teve que ser contornada por Jorge Mendes, empresário de CR7, e pela diretoria do Real Madrid, mas o treinador escocês seguia uma fera, e garantia à imprensa britânica que o atacante não deixaria Old Trafford.

Neste meio tempo, a situação de Ramón Calderón ficou insustentável, e ele resignou ao seu cargo. Vicente Boluda, então, assumiu a presidência dos blancos, tendo como objetivo sacramentar a "Operação Cristiano Ronaldo", ou abandonar tudo de vez.

Chegando perto da abertura da janela, Boluda resolveu "testar o mercado", e disse a Jorge Mendes que o Real estava pensando em abrir mão do acordo que já havia costurado com CR7.

A expectativa era que Mendes colocasse panos quentes e aceitasse reduzir os valores pedidos, já que Boluda vinha sendo pressionado nos bastidores para não pagar os quase 100 milhões de euros que teria que desembolsar para ter o craque dos Red Devils, pois isso colocaria as contas merengues em risco.

De maneira surpreendente, porém, Mendes aceitou "rasgar" o acordo sem custos. E foi aí que a história sofreu suas maiores reviravoltas, segundo relato de Guillem Balagué.

"A reação de Jorge Mendes foi surpreendente. Ele aceitou romper o acordo sem custos para o Real Madrid, e resolveu enviar seu advogado, Osório de Castro, a Madri, para que ele estivesse na cidade no dia seguinte, pela manhã. Quando Vicente Boluda comunicou o ocorrido a José Ángel Sánchez [diretor-geral do Real Madrid], ele não conseguia acreditar", escreveu.

"Neste momento, teve início uma 'jornada de loucos'. Por que Mendes teve essa reação? Acontece que o representante de Ronaldo tinha mais duas ofertas na manga pelo jogador, ambas em quantidades superiores à do Real Madrid: uma do Barcelona, de 105 milhões de euros, e outra do Manchester City, que algumas fontes sugerem que chegava aos 150 milhões de euros", revelou.

"Lionel Messi, então com 21 anos, naquela que seria sua 2ª temporada com o técnico Josep Guardiola, poderia ter compartilhado vestiário com Cristiano Ronaldo!", acrescentou.

"Só que José Ángel Sánchez e outros diretores de alto escalão do Real Madrid temiam que perder o português poderia trazer ao clube uma larga época de desastres. 'Se o Barça contratar Cristiano, ficaremos 10 anos sem ganhar um título', disse um grande cartola do clube. E, assim, foi decidido que Ronaldo tinha que ir para o Real Madrid", completou.

No fim das contas, Vicente Boluda deixou o cargo e assumiu Florentino Pérez, que havia montado o famoso time dos "galácticos" alguns anos antes. Com sua "mão de ferro", ele ligou a Jorge Mendes e disse para cancelar a ida de Osório de Castro a Madri, pois a "Operação CR7" iria continuar.

Dias depois, Cristiano Ronaldo foi anunciado como reforço do Real Madrid, por 94 milhões de euros.

O resto é história...