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Xavi abre o jogo sobre assumir Barcelona: gente tóxica perto do vestiário, volta de Neymar, elogio a Arthur

Xavi Hernández, que permanece em Doha confinado com sua família em meio à pandemia de coronavírus, quebrou o silêncio depois de rejeitar em janeiro, em suas próprias palavras, a oferta do Barcelona para assumir o time no lugar de Ernesto Valverde.

O ícone catalão concedeu entrevista ao jornal “La Vanguardia” e reafirmou seu desejo de treinar o ex-clube, mas com “um projeto que comece do zero”.

“Tenho claro que quero voltar ao Barça, me anima muito”, disse o agora treinador, referência em campo nos anos dourados de Pep Guardiola e hoje comandante no Catar.

Apesar da vontade de assumir a equipe, Xavi disse também por que rejeitou a proposta feita por Eric Abidal na reunião que tiveram no início de 2020. “Deixei claro a eles que me via em um projeto que começasse do zero, em que eu tomasse as decisões”, explicou.

“Não me escondo, nem me arrependo. Gostaria de trabalhar com pessoas com que tenho confiança, com quem haja lealdade e são pessoas muito válidas”, completou, deixando claro que quer se cercar de gente de confiança.

“Não pode haver ninguém tóxico perto do vestiário. Sou muito de equipe, não quero decidir sozinho. As decisões que tomamos com o estafe... É uma estrutura horizontal, de consenso. Ainda que a última palavra caiba a mim”, completou.

“Gostaria de chegar com gente do meu entorno para forma uma boa equipe e evidentemente gostaria de ter muita sintonia com todo o mundo. Isso não seria definitivo, mas quero ter sintonia total. Não tenho nada contra ninguém, e mais, não tenho má relação com (o presidente Josep Maria) Bartomeu”, acrescentou.

Sobre o elenco em si, Xavi foi só elogios e se mostrou favorável também ao retorno de Neymar.

“Grande parte do elenco me parece extraordinária, começando pelo goleiro (Ter Stegen), que me parece o melhor do mundo, como Jordi Alba que para mim é o melhor lateral-esquerdo do mundo; Piqué, o melhor zagueiro do mundo; Busquets, melhor meio-campista do mundo; e Messi, o melhor jogador do mundo”, avaliou.

“E, se soma Luis Suárez, De Jong e Arthur, me parecem jogadores para triunfar por dez anos mais no Barcelona”, continuou. “E ficharia extremos como Neymar... Não sei se ele se encaixaria no tema social, mas futebolisticamente não tenho dúvidas que seria uma contratação espetacular”, encerrou.