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'Nada será como antes': com planos A, B e C, presidente da Uefa fala do futuro do futebol europeu

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Defesaças de Neuer, gol brasileiro e mais: a versão virtual de Bayern x Chelsea, que foi adiado pelo coronavírus (3:06)

Na vida real, o time alemão venceu a equipe da Inglaterra por 3 a 0 fora de casa e teria apenas que administrar em casa (3:06)

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, declarou em entrevista ao jornal italiano La Reppublica que há três planos para o futebol em meio ao impacto do coronavírus, mas afirmou: “Nada voltará a ser como antes. Neste momento tão dramático, a saúde é o mais importante”.

“Há um plano A, B e C, mas ninguém sabe quando a pandemia vai terminar. Teremos que esperar como qualquer outro setor. Neste momento é muito importante esquecermos dos interesses pessoais e os desacordos. Estamos em permanente comunicação com Gianni Infantino, presidente da Fifa”, afirmou o dirigente, que apontou quais são as possibilidades quanto a calendário.

“A primeira é começar em meados de maio, junho ou inclusive no final de junho. Também tem a opção de terminar esta temporada no começo da seguinte. Se as ligas voltarem a começar, poderiam compartilhar datas com a Champions League e a Liga Europa. Tudo é para as equipes e para as ligas. Melhor terminar o campeonato, inclusive com portões fechadas e no verão. O importante é começar de novo no fim de junho, do contrário, a temporada se perderá.”

Por enquanto, as competições estão paralisada, e a Eurocopa foi adiada em um ano e agora irá ocorrer no meio de 2021.

“A Uefa já está preparada para distribuir 87% dos seus ganhos ao mundo do futebol. Adiar a Eurocopa foi um enorme sacrifício, mas vi uma grande unidade e solidariedade no futebol europeu quando a decisão foi tomada. A reunião que tivemos com a Associação dos Clubes Europeus, a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol e as ligas foi uma demonstração de solidariedade”, disse.

Sobre a questão de partidas com ou sem público, Ceferin declarou: “É impossível saber se começaremos de novo com portões abertos ou fechados, mas não penso em uma final de Champions com portões fechados. Tampouco podemos obrigar os atletas a jogar quando a quarentena termine”.