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'Onde está Neymar?': colunista espanhol diz que brasileiro pode ficar como 'o insolidário' na crise do coronavírus

Cristiano Ronaldo fez uma doação milionária para ajudar hospitais em Lisboa e em Porto em tempos de pandemia do novo coronavírus. Lionel Messi ajudou clínicas em Barcelona e em Rosario com uma quantia que somada corresponde a um milhão de euros (R$ 5,53 milhões). Pep Guardiola doou valor idêntico para unidades de tratamento na Catalunha. Mas e Neymar?

A pergunta é feita pelo colunista espanhol Ulises Sánchez-Flor, do "El Confidencial", nesta quinta-feira (25).

Ele questiona o sumiço do brasileiro em seu retorno ao Brasil em um momento que ele entende que o atacante poderia se inspirar nos exemplos de outros grandes nomes do futebol atual para ser solidário.

A publicação vai além. O jornalista recorda que o atacante recebe diariamente um total de 82,1 mil euros (R$ 454,5 mil, pela cotação atual). O salário fixo corresponde a 30 milhões de euros mensais (R$ 165,4 milhões). Já os ganhos anuais, somando outras receitas, equivalem a 95 milhões de euros (R$ 510 milhões), segundo o "L'Equip".

"Onde está Neymar? Até que ponto ele se preocupa ou parece sensibilizado quando a única mensagem pública é um vídeo pedindo aplausos para os profissionais de saúde? Parece pouco", escreveu o colunista.

"Não se sabe se ele fez alguma doação financeira nesta crise de saúde. Sabe-se que ele foi ao Brasil para passar esse período de confinamento em casa (como Luka Jovic fez em sua viagem à Sérvia). As últimas notícias de seu país são que ele foi visto do lado de fora de suas luxuosas mansões", continuou.

"Neymar não é apenas mais um jogador de futebol e haverá quem pense que sua imagem deve estar ligada àqueles que deixam sua marca por sua solidariedade nesta crise (no auge de Messi, Cristiano Ronaldo...)", completou.

Também criticou o astro francês Mbappé --o colunista mencionou os ganhos de 1,9 milhão de euros brutos por mês (R$ 10,5 milhões)-- e o bilionário Paris Saint-Germain, que tem orçamento de 650 milhões de euros (R$ 3,5 bilhões).

"Clubes como o Real Madrid não divulgaram a quantia que doam à Comunidade de Madri, mas o número excede 100.000 euros. O Barcelona também comunica que disponibiliza suas instalações a hospitais e equipamentos como o carrinho de mão com o qual eles tiram jogadores lesionados do campo de jogo, que serve como um instrumento de mobilidade", disse, primeiramente.

"Enquanto isso, o PSG, um dos clubes que aumentou a bolha em que o futebol está localizado, com salários astronômicos e transferências que entram em colapso quando ocorre uma crise, permanece com uma doação de 100.000 euros...".

"Na França sabe-se que os 300.000 euros doados pelo Olympique de Lyon provêm dos salários que foram suspensos pelos jogadores enquanto durar a pandemia. No caso de Paris Saint Germain, com grande poder financeiro, nenhum corte de salário foi proposto para a força de trabalho, muito menos para suas estrelas", atacou.