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Como 'bom negócio' deixa time que lançou Maradona a ponto de perder até sua sede

Os pequenos e os grandes clubes argentinos sofrem com a crise econômica produto da paralisação do futebol por conta da pandemia do coronavírus. Mas, um clube em específico parece estar à beira do colapso.

De acordo com o jornal Clarín, o Argentino Juniors, equipe que lançou Diego Maradona, atravessa uma velha dívida que não só paralisou o pagamento salarial dos funcionários, mas também ameaça a manutenção do prédio Malvinas Argentinas, a sede do clube.

A prosperidade financeira que o Argentino Juniors apresentou nos últimos quatro anos está ameaçada por uma ação judicial, que pode acarretar na privação da estrutura do clube, entre elas, a quadra de tênis, piscina, churrasqueiras e centro esportivo.

O atual presidente do Argentino, Cristian Malaspina, sofre para pagar um empréstimo de 20 milhões de pesos (cerca de R$ 1,57 milhões na cotação atual) que o antigo mandatário do clube, Luis Segura, solicitou por meio de seu filho (Luís Fernando) para a empresa financeira Credibel.

O problema é que os cheques emitidos pelo clube foram rejeitados. De acordo com o periódico Clarín, havia uma inconsistência nos documentos, já que Segura estava de licença e havia assumido um cargo dentro da Associação Argentina de Futebol (AFA).

Após negociações com os credores em setembro de 2019, a dívida foi transferida para Gabriel Eduardo Oliveto e ficou decidido que o clube precisaria pagar cerca de 13 milhões de pesos. Mas com a extrema desvalorização da moeda argentina, o Argentino Juniors viu a dívida aumentar para 86 milhões de pesos, o equivalente à R$ 6,77 milhões.

Com dificuldade de pagar funcionários e sofrendo um embargo em suas contas, o clube argentino sofre para gerar receita mediante a pandemia do coronavírus. De acordo com o periódico, 50% da receita do Argentino Juniors provinha do dinheiro recebido pelos direitos televisivos.

Malaspinha chegou a afirmar para o jornal Clarín que se sentou para negociar a dívida com Luis Fernando, filho do ex-presidente Luis Segura. “Tive duas ou três reuniões na sua farmácia para resolvermos o tema”, afirmou o atual mandatário do clube.

Em sua resposta ao jornal argentino, Luis Fernando afirmou que nenhum dos problemas vívidos pelo Argentino Juniors foi “orquestrado por ele ou por seu pai”.

“Pedimos o dinheiro para uma empresa financeira na tentativa de cobrir despesas e coloquei minhas garantias. Quando Malaspina venceu (as eleições), saí e retirei minhas garantias”, afirmou o filho de Luís Segura. “Eu não conheço Oliveto. Se o vejo na rua, não sei dizer quem ele é. Nenhum dos problemas que estão acontecendo no Argentinos foi orquestrado por mim ou pelo meu pai”, completou.