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Sem dinheiro de Libertadores, sócios e venda de jogadores: Boca se assusta com efeitos do coronavírus

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Ídolo do San Lorenzo, Silas manda mensagem para povo argentino durante quarentena (0:39)

Campeão da Copa América com a seleção em 1989 jogou no clube argentino de 95 a 97 (0:39)

Com os campeonatos paralisados, a diminuição da renda mensal pode colocar clubes de todo o mundo em situações muito complicadas. E o Boca Juniors, assim como muitos outros, sabe que o cenário é complicado e a pandemia do coronavírus causará muitos inconvenientes no futuro.

O tesoureiro do clube Nahuel Faugas, no entanto, afirmou em entrevista à "Rádio Mundo Boca", da Argentina, que neste momento "isso não nos afeta".

Mas os efeitos são quase imediatos. Não apenas pela falta dos jogos de Copa Libertadores, por conta dos milhões pagos pela Conmebol a cada fase, mas também pelo lucro que cada partida na Bombonera lotada gera ao time. Além de que, neste momento de quarentena, pode haver atraso nas cotas sociais, que equivalem a mais de 1,5 bilhão de pesos argentinos (cerca de R$ 117 milhões) por ano.

De acordo com o tesoureiro, esse mês não será um problema para o clube, já que a maior parte da renda já foi recebida, tanto de televisão como de cotas sociais, mas os salários e bônus dos jogadores devem pesar. Os problemas devem começar a partir de abril e maio.

"O Boca tem um déficit operativo. Por sorte, o balanço da metade do ano temos praticamente encerrado com a saída de Mac Allister e o que entra pelas vendas de Benedetto e Nández. Mas isso vai acontecer em todo o futebol mundial e as equipes europeias não vão gastar o que pensavam. Se oferecem menos, compram menos. E o Boca necessita, apesar de tudo, vender. Isso sem contar que os patrocinadores também terão perdas. É assim que devemos nos atentar a toda essa situação", completou Faugas.

No momento, o clube não pensa em diminuir os valores de contrato dos jogadores, mas não descartam isso no futuro: "Temos cinco dias de quarentena, é muito cedo. Hoje, não pensamos nisso, mas vamos ver o que acontecerá", encerrou.