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Argentina já se prepara para mudar campeonato por coronavírus: sem rebaixamento e 'inchado'

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Os dirigentes do futebol argentino acreditam que os jogadores poderão voltar aos treinos entre 15 e 20 de abril, o que os faz acreditar também que as competições retornariam dez dias depois. Como a Copa América foi adiada, o calendário passaria por ajustes, mas seria cumprido fielmente até dezembro. Sonho ou realidade? Não importa. O diário "Olé" desta quarta-feira diz que esse é o "Plano A" no país diante da pandemia do novo coronavírus, mas afirma também que o mais provável é que seja colocado em prática o "Plano B".

O cenário mais próximo da realidade aponta um Campeonato Argentino talvez sem campeão, certamente sem rebaixamento e inchado na próxima temporada, com 26 times na disputa. Hoje são 24 equipes.

Se quarentena chegar até maio, não será possível determinar o campeão da Copa Superliga, os rebaixamentos seriam anulados e as posições ocupadas atualmente pelos clubes definiriam as vagas nas competições internacionais.

Algo que a AFA até acredita conseguir aprovação, mas...

O diário "Olé" recorda que a segunda divisão do país tem muitos clubes interessados em conseguir o acesso fora de campo e que não topariam cancelar as duas vagas que dispoem na elite por causa da COVID-19.

O formato da competição também dificulta a definição dos times que poderiam subir nesse momento.

Inchada na temporada atual (passou de 25 para 32 clubes), a segunda divisão é dividida em duas regiões (A e B). Os primeiros de cada chave fazem uma final. O vencedor consegue o acesso. Já o vice disputa com os segundos, terceiros e quartos dos grupos uma repescagem.

A incerteza sobre o coronavírus e a ideia de encerrar a competição como está gerou um racha.

Alguns dirigentes defendem que os dois clubes com a melhor campanha geral subam. Outros querem que as datas disponíveis sejam utilizadas para um torneio final entre os líderes regionais valendo as duas vagas na elite.

As equipes que aparecem em situação para subir no momento são San Martín (líder da Zona B, com mais pontos na campanha geral, melhor saldo de gols e mais partidas vencidas) e Atlanta (líder da Zona A).

O problema é que o Atlanta tem três pontos a menos que o Defensores (segundo da Zona B). Isso não permite que os clubes entrem em um acordo. O debate hoje é restrito aos grupos de WhatsApp e conversas por telefone, mas deve se prolongar.

A AFA sabe que terá de subir dois clubes para evitar um revolta geral, mas a questão é como contentar dirigentes com interesses e entendimentos tão diferentes. Assim, a possibilidade de mais do que dois times subam não pode ser ainda descartada...