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Jornal espanhol cita Guardiola, mas discute solidariedade de jogadores no coronavírus: 'Abrem os bolsos?'

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Doações para combate ao coronavírus e 'favorito' para reforço: André Linares traz as novidades do Real Madrid (1:22)

Correspondente dos canais ESPN trouxe todas as informações direto da Espanha (1:22)

Após a divulgação da notícia de que o atacante Lionel Messi, do Barcelona, e o técnico Josep Guardiola, do Manchester City, fizeram generosas doações a hospitais catalães na luta contra o coronavírus, o jornal El Confidencial fez um questionamento aos futebolistas espanhóis.

Em artigo publicado nesta quarta-feira, o diário afirmou que muitos atletas, como o zagueiro Sergio Ramos, do Real Madrid, participam de campanhas de arrecadações de fundos, emprestando sua imagem para ajudar a angariar dinheiro.

No entanto, o veículo questiona por que tão poucos boleiros de fato "abrem o bolso" para auxiliar o país.

"Sergio Ramos se envolve na arrecadação de fundos para comprar material hospitalar em meio à crise. A visibilidade do capitão do Real Madrid e da seleção espanhola é muito útil no período de urgência dos hospitais. Toda ajuda é necessária para achatar a perigosa curva do coronavírus. O esforço e a solidariedade dos famosos é imprescindível", apontou.

"Tudo isso serve para conscientizar os cidadãos para que fiquem em casa, mas geram um debate sobre a implicação dos famosos na desigualdade financeira. Por que não tomamos conhecimento de doações feitas pelos futebolistas? Será que eles de fato abrem os bolsos?", perguntou.

"O papel de Sergio Ramos, como embaixador da Unicef, é o de colaborar e solicitar ajuda para garantir e reforçar os equipamentos hospitalares. Mas é claro que vai haver quem compare a doação de Pep Guardiola, que foi de 1 milhão de euros e saiu do próprio bolso", observou.

De acordo com o jornal As, porém, o capitão merengue comprou 264.571 máscaras, 1 mil equipamentos de proteção e 15 mil testes de Covid-19 para um hospital de Madri.

A Espanha, no momento, é o 4º país mais atingido pelo coronavírus no mundo, atrás de China, Itália e Estados Unidos.

No momento, a nação registra quase 48 mil casos confirmados da doença, além de cerca de 3,5 mil mortes.

Os hospitais estão em situação de colapso, com aproximadamente 39 mil internados por conta de Covid-19.