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Um é homem de Hollywood, o outro enrolado até o pescoço; os cartolas italianos que mais criam polêmica na crise do coronavírus

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A Itália, país com mais caso de óbitos na epidemia do coronavírus, tem seus principais clubes de futebol parados pelo menos até o dia 3 de abril. No entanto, a Lazio e o Napoli tentam antecipar as suas atividades.

O Napoli, presidido por Aurelio De Laurentiis, chegou a anunciar na última sexta-feira que retornaria as atividades nesta quarta.

A Lazio, de Claudio Lotito, por sua vez, havia planejado retornar nesta segunda, mas no domingo emitiu um comunicado informando que os trabalhos foram adiados para uma data posterior.

No meio de março, o presidente da Associação de Futebolistas da Itália, Damiano Tommasi, havia dito que era "impossível começar a jogar no começo de abril" em entrevista ao programa de televisão Che Tempo Che Fa. "Se tudo corre bem, podemos voltar em maio ou junho".

Mas quem são os cartolas que desejam retomar as atividades o quanto antes?

Aurelio De Laurentiis

Nascido em 24 de maio de 1949, Aurelio é sobrinho de Dino De Laurentiis, um dos maiores nomes do cinema italiano, vencedor do Oscar em 1958 e produtor de filmes famosos, como "Serpico", com Al Pacino, "Barbarella", com Jane Fonda, "Flash Gordon", com Sam J. Jones, e "Conan, o bárbaro", com Arnold Schwarzenegger, e "Hannibal", com Anthony Hopkins e Juliane Moore, entre muitos outros.

Ao lado de seu pai, Luigi, Aurelio fundou a Filmauro em 1975, atuando no ramo de produção e distribuição cinematográfica. Homem de sucesso e premiado diversas vezes, foi também presidente da Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos entre 1993 e 2003 - hoje, é presidente honorário.

Em 2004, resolveu resgatar um dos grandes amores de sua vida de um buraco que parecia não ter fim: o Napoli. O clube, à época na segunda divisão e endividado em 46 milhões de libras havia acabado de decretar falência, e poderia deixar de existir se um novo dono não resolvesse assumir o negócio. Aurelio topou o desafio e conseguiu reerguer o clube e colocá-lo entre os principais do futebol nacional novamente.

Claudio Lotito

Ele tornou-se presidente da Lazio em 2004, quando investiu 21 milhões de euros no clube para ajudar em meio a problemas finaceiros. Com isso, ele adquiriu 30% das ações e virou o principal acionista. O apoio financeiro viria cercado de polêmicas.

Em 2006, ele chegou a ser banido por dois anos e meio devido ao escândalo de manipulação de resultados em 2006.

Seis anos mais tarde, ele voltaria a ser suspenso por outro problema. Lotito recebeu uma punição de dez meses (posteriormente, foi reduzida para dois meses) por ações irregulares nas contratações dos atacante Julio Cruz e Mauro Zarate em 2009.

Em 2015, Lotito foi gravado durante uma conversa telefônica com Pino Iodice, diretor esportivo do Ischia (que disputa a Lega Pro, terceira divisão italiana), explicando que havia comunicado o presidente da Serie B que o Carpi, então líder da segunda divisão, não poderia conseguir o acesso por motivos puramente econômicos.

Recentemente, o presidente da Lazio deu uma declaração polêmica à ANSA de que os gritos 'macaco' no estádio não são sempre racistas.