Rafael quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre sua saída do Cruzeiro para o grande rival Atlético-MG. O goleiro passou 12 anos no clube celeste e, nesta temporada, após a queda para a Série B e a crise financeira, ele foi contratado pelo Galo.
Por causa da negociação, Rafael foi criticado por parte da torcida do Cruzeiro por deixar o clube em momento de difuculdade, escolhendo ir para o maior rival.
“As pessoas sempre julgam, falam que eu fui Judas, que eu sou mercenário, mas tenho a consciência muito tranquila. Na verdade, deixei muita coisa de dinheiro. Não foi por conta de dinheiro, foi uma questão profissional”, afirmou o goleiro à Rádio.
Ele ainda classificou assunto como ‘do passado’.
“Não guardo mágoa, sigo minha vida, e vou ter muito tempo para mostrar que sou um cara correto. Com o tempo as pessoas vão ver que tomei a melhor decisão para minha carreira, para minha felicidade. Estou muito feliz com a decisão que eu tomei, com a oportunidade que estou tendo no Galo”, completou.
O arqueiro acionou o Cruzeiro na Justiça do Trabalho para rescindir contrato e poder negociar com o Atlético. De acordo com Rafael, a medida foi por culpa da diretoria celeste, que não cumpriu o que foi combinado.
“Me vi na última situação, porque era uma decisão que eu já tinha tomado, de seguir a minha vida e poder buscar novos objetivos e novos sonhos. Eu já tinha 12 anos no clube e precisava de seguir, já que o clube já tinha feito a opção de seguir algumas linhas que conversaram comigo e não cumpriram”.
Rafael já estreou com a camisa alvinegra. Ele entrou em campo na vitória do Atlético por 3 a 1 sobre o Vila Nova, a primeira partida de Sampaoli no comando da equipe.
As atividades de futebol profissionais no Atlético - e também no Cruzeiro - estão suspensas por conta da pandemia do coronavírus. O Campeonato Mineiro está parado até o dia 8 de abril, mas as autoridades e a Federação Mineira de Futebol irão se reunir na próxima semana para definir o futuro do futebol no Estado.
