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Entenda a briga com Boca que fez River colocar até Libertadores em segundo plano

Depois de seis anos de jejum, o River Plate pode voltar a comemorar o título argentino neste sábado. Se vencer o Atlético Tucumán fora de casa, às 21 horas (de Brasília), pela última rodada da competição, o clube levantará um dos poucos troféus que ainda não conquistou sob o comando de Marcelo Gallardo.

Vivendo grande momento e sem perder no Campeonato Argentino desde dezembro do ano passado – são sete jogos de invencibilidade –, o River lidera a tabela com 46 pontos, apenas um à frente de seu maior rival, o Boca Juniors, único outro postulante ao título desta temporada.

A ligeira vantagem faz com que o River dependa apenas de si. Uma vitória sobre o Atlético Tucumán dá o título à equipe. Ao Boca, resta vencer o Gimnasia y Esgrima de Diego Maradona, na Bombonera, também às 21h, e torcer por um tropeço do rival.

O incômodo jejum nacional tornou a conquista uma “obsessão” para o River, a ponto de colocar até a Copa Libertadores em segundo plano. Prova disso é que o time viajou para encarar a LDU na estreia do torneio, na última quarta-feira, com um time reserva. Nem mesmo Gallardo embarcou com a delegação.

A derrota por 3 a 0 em Quito pouco foi sentida, uma vez que o foco estava todo neste fim de semana. E Gallardo é parte fundamental deste sentimento pelo título argentino.

No comando do River desde 2014, ele se estabeleceu como um dos grandes treinadores da América do Sul neste período, em que conquistou 11 títulos: duas Libertadores, uma Copa Sul-Americana, três Recopas Sul-Americanas, uma Copa Suruga, três Copas Argentinas e uma Supercopa Argentina.

O último troféu de Campeonato Argentino do River, porém, foi conquistado pouco antes da chegada de Gallardo ao clube: na temporada 2013/2014. Ainda sob o comando de Ramón Díaz, a equipe derrotou o San Lorenzo na decisão e faturou a competição.