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Para voltar à Champions, Manchester City contrata advogado de R$ 113 mil por dia que já travou o Brexit duas vezes

O Manchester City ainda tenta jogar a Uefa Champions League na próxima temporada, apesar de ter sido excluído por dois anos da competição da Uefa.

Nesta sexta-feira, o clube contratou David Pannick, renomado advogado de 63 anos condecorado como Barão, para representá-lo. Segundo o Mirror, tabloide inglês, seu salário será de 20 mil libras (R$ 113 mil) por dia.

David é famoso por, entre outras coisas, ter parado o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, duas vezes - ambas representando Gina Miller.

Em 2016, ele venceu uma contestação legal, impedindo Theresa May de consolidar a saída sem o consentimento do parlamento. Em 2019, também representou a ativista quando ela alegou na Suprema Corte que Boris Johnson havia dado à rainha conselhos ilegais em sua tentativa de prorrogar o Parlamento.

O Manchester City conta com o advogado para sair dessa situação problemática.

Entenda o caso

Além da exclusão, o clube inglês foi multado em 30 milhões de euros (R$ 140,2 milhões) pela entidade que rege o futebol europeu.

Segundo a Uefa, a punição se deve pelo fato dos Citizens terem descumprido e fraudado as regras de fair play financeiro da entidade.

As irregularidades foram reveladas pela revista alemã Der Spiegel, em novembro de 2018.

O time de Manchester pode apelar à CAS (Corte Arbitral do Esporte), na Suíça.

A punição passará a valer a partir da temporada 2020/2021 - ou seja, o City ainda poderá continuar na disputa da Liga dos Campeões neste ano.

Por meio de um comunicado, os Citizens afirmaram que estão "desapontados", mas "não surpresos" com a decisão da Uefa, a quem acusam de premeditar o resultado do julgamento.

O clube salientou que buscará agora um "julgamento imparcial" na CAS assim que possível.

LEIA O COMUNICADO DO CITY

O Manchester City está desapontado, mas não surpreso, com o anúncio feito hoje pela Uefa.

O clube sempre salientou a necessidade de ser encontrado um órgão independente que pudesse considerar de forma imparcial as evidências irrefutáveis que dão razão ao Manchester City em seu posicionamento.

Em dezembro de 2018, o chefe de investigação da Uefa previu de maneira pública o resultado do julgamento e as sanções que ele queria aplicar sobre o Manchester City, antes mesmo que as investigações fossem iniciadas.

O processo seguinte, constantemente vazado e com diversas falhas, que ele supervisionou mostrou que havia poucas dúvidas no resultado final.

O clube reclamou formalmente com o Comitê Disciplinar da Uefa, em uma reclamação que foi referendada pela Corte Arbitral do Esporte.

De maneira simples, esse foi um caso iniciado pela Uefa, processado pela Uefa e julgado pela Uefa.

Agora, com o fim desse processo prejudicial, o clube irá buscar um julgamento imparcial o mais rápido possível e, por conta disso, irá buscar o início de um procedimento de recurso na Corte Arbitral do Esporte assim que possível.