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Gestor do Cruzeiro dispara contra goleiro Rafael após rescisão de contrato: 'Ingrato e ganancioso'

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Após realização de audiência na Justiça do Trabalho, o Cruzeiro chegou, na última sexta-feira, a um acordo com Rafael para a rescisão do contrato do goleiro, que deixou o clube depois de 18 anos de serviços prestados.

Neste sábado, porém, Carlos Ferreira, interlocutor do Conselho Gestor com o departamento de futebol do Cruzeiro, detonou a postura do arqueiro, a quem chamou de "ingrato" e "ganancioso".

Em entrevista à Rádio Itatiaia, Ferreira contou os bastidores das reuniões que teve com o arqueiro e seus representantes, e disparou contra Rafael.

"O Rafael chegou perto de mim, estava ao lado do Ocimar (Bolicenho, diretor de futebol) e do Benecy (Queiroz, supervisor de futebol), e falou que não queria mais ser coadjuvante, mas protagonista. OK, eu disse que ele tinha razão. E aí ele disse que queria sair. É um direito dele, de todos, de ir e vir. Eu expliquei para ele, que ele era um ativo do Cruzeiro. Combinamos que o empresário dele procurar um novo clube, já que ele não gostaria de ficar. Tentamos então emprestá-lo para outra equipe, mas ele não quis. Tudo que a gente falava com ele, ele não queria", relatou.

"Para minha surpresa, quando cheguei no outro dia na Toca, chega a notícia de que o Rafael tinha processado o Cruzeiro. Eu fiquei muito surpreso e indignado, diga-se de passagem. O Rafael processou o Cruzeiro às 14h16. Às 15h30 (do dia anterior) tínhamos iniciado uma reunião, que foi inócua. Ele já tinha processado e foi conversar conosco", acrescentou.

De acordo com o gestor, o Cruzeiro tentou acordo amigável com Rafael, mas não conseguiu.

Ele também negou que a Raposa tenha ficado satisfeita com o que foi firmado com o goleiro, como disse João Henrique Chiminazzo, advogado do atleta.

“Rafael tinha valores a receber e, a princípio, queria abrir mão para ser liberado. No entanto, na audiência a conversa foi outra. Ele quis receber tudo que o Cruzeiro devia. Tivemos que fazer o acordo com ele na audiência. Nas redes sociais eu vi gente falando que o Cruzeiro ficou satisfeito. Nós não ficamos satisfeitos. Eu acho que o Rafael foi ingrato e ganancioso", disparou.

"É isso que o Rafael foi. É um direito legal dele, até porque tinha três meses de salários atrasados. Mas é imoral. E vão dizer que é imoral o Cruzeiro ficar devendo três meses. Não é. Quando você tem e não paga, há imoralidade. Mas quando você não tem de onde tirar, não é imoral", finalizou.

Revelado pelo clube celeste, Rafael, atualmente com 30 anos, estava na Toca da Raposa desde 2002, quando chegou às categorias de base da equipe.

Pela equipe profissional, ele realizou 92 partidas, mas ainda não havia entrado em campo em 2020.

Desde que foi promovido, em 2008, Rafael ganhou dois Brasileiros e duas Copas do Brasil, além de seis Campeonatos Mineiros.

Na base celeste, ele ainda faturou uma Copa São Paulo de Futebol Júnior e um Brasileiro sub-20.