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Como fim de negociação por Borja fez Adebayor fechar com o Olimpia

À época do sorteio para a Copa Libertadores de 2020, em dezembro passado, uma negociação começou e parecia estar encaminhada: Miguel Borja seria emprestado pelo Palmeiras ao Olimpia, do Paraguai.

As diretorias estavam confiantes na transação, e o colombiano ficou entusiasmado por respirar novos ares - e também jogar a Libertadores. Poucos dias depois, porém, o Junior Barranquilla viu a oportunidade de contratar o centroavante e torcedor declarado do clube.

Assim, o Olimpia ficou a ver navios e começou a estudar outro nome de impacto para a posição. Dois meses depois, a maior contratação da história do futebol paraguaio foi anunciada: Emmanuel Adebayor.

O togolês foi a alternativa para a desilusão franjeada com Borja, revelou Rodrigo Codas, o empresário responsável pela negociação, ao ESPN.com.br.

"As negociações começaram em dezembro, quando o presidente do Olimpia (Marco Trovato) me pede ajuda para contratar um atacante top. Então eu rapidamente entro em contato com o pessoal de Adebayor, também com o pessoal de Lukas Podolski. Obviamente as negociações foram lentas, porque Adebayor tinha outras opções na Europa", contou o agente.

"O Olimpia estava muito interessado, fez uma segunda oferta - aumentando os valores - e no último fim de semana fechamos a negociação".

O empresário admitiu que Roque Santa Cruz, ex-companheiro de Adebayor no Manchester City, teve papel importante nas conversas: "São amigos, e Roque ajudou muito a convencê-lo para vir ao Paraguai".

Questionado, então, se haveria a possibilidade de o Olimpia contar com Borja e Adebayor, Rodrigo Codas respondeu: "Não. Ao cair (a negociação) Borja, fui atrás de Adebayor".

O togolês ex-Arsenal, Man City, Tottenham e Real Madrid chegará na próxima sexta a Assunção e será apresentado ao torcedor do Olimpia no mesmo dia à noite. O jogador - prestes a completar 36 anos - acertou por uma temporada com bonificações que podem levar seu salário a sete dígitos - e em dólares.