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Sarri diz que, se não quisesse pressão, iria trabalhar nos Correios; órgão reprova e responde com ironia

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O técnico da Juventus, Maurizio Sarri, entrou em uma polêmica daquelas na Itália.

Nesta quarta-feira, durante coletiva de imprensa prévia ao clássico contra o Milan, pela Copa da Itália, na quinta, o treinador foi perguntado sob a pressão que vem sofrendo nos últimos dias, após perder a liderança da Serie A para a Inter de Milão no final de semana.

Sarri minimizou a questão e soltou a pérola: "Se eu não quisesse pressão e passar por avaliações, iria trabalhar nos Correios".

Só que a Poste Italiane, os Correios da Itália, não gostaram nada da insinuação do treinador.

Por meio de seu Twitter, o órgão divulgou comunicado reprovando a frase de Sarri e convidando o comandante da Juventus para trabalhar um dia na empresa.

"A Poste convida o Sr. Sarri a dedicar alguns minutos de seu precioso tempo para informar-se que nossa empresa é a maior da Itália, vem sendo escolhida pelos jovens graduados como uma das mais atrativas para trabalhar, é reconhecida como uma das 500 melhores empresas do mundo em qualidade de trabalho, teve a melhor performance na Bolsa de Valores em 2019 e se coloca em 3º lugar, em nível mundial, entre as empresas italianas nos quesitos de imagem e reputação", disparou.

"Esperamos o Sr. Sarri para uma visita, para que ele possa constatar em pessoa o nosso trabalho quotidiano em cada uma de nossas 15 mil sedes operativas", completou.

O caso lembrou uma declaração dada pelo também treinador Luiz Felipe Scolari, em 2012, quando ele reassumiu a seleção brasileira.

Na ocasião, Felipão afirmou que "se não quisesse pressão", iria "trabalhar no Banco do Brasil, sentar no escritório e não fazer nada".

O Banco do Brasil, por sua vez, emitiu nota oficial repudiando a declaração de Scolari, assim como a Poste Italiane fez com Sarri nesta quarta-feira.