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Ex-Napoli, goleiro lembra relação com a máfia italiana: 'Meu filho se chama Vito pelo Vito Corleone'

Mariano Andujar, goleiro campeão da Libertadores pelo Estudiantes em 2009 e com passagem pela seleção argentina, é tão fã da saga "O Poderoso Chefão", mas tão fã, que até viveu um pouco da experiência dos filmes na vida real.

Em entrevista ao jornal La Nacion, o goleiro de 36 anos lembrou a passagem pelo futebol italiano, quando teve contato mais próximo com a máfia italiana. Andujar jogou por Palermo, Catania e Napoli, onde conviveu com a organização criminosa chamada de camorra.

"Eu tinha relações com todos, porque sendo uma figura pública da cidade, você está exposto", disse o jogador, que até batizou o filho em homenagem a Vito Corleone, icônico personagem dos filmes de Francis Ford Coppola.

"O nome do meu filho é Vito, de Vito Corleone, mas por causa do filme, não porque eu queira que ele fosse um gângster", explicou Andujar, que, bem mais experiente do que na passagem pela Itália, parece se arrepender da proximidade com os mafiosos.

"Com o tempo, aprendi que muitas situações que me pareciam boas tinham grande complexidade por trás. A máfia, na Itália, é como a ditadura daqui (Argentina): matou muita gente. Eles botaram bombas, mataram promotores e também muitas pessoas inocentes, cidadãos que eles não tinham nada a ver com isso", afirmou.

Andujar deixou o Napoli em 2015 para voltar ao Estudiantes, clube que ainda defende. Ele comparou a situação da máfia com as torcidas organizadas da Argentina, que possuem muita influência nos clubes.

"Se você quiser conversar, converse. Se você for convidado a comer, coma. Se, quando vêm cumprimentá-lo ou pedir uma camiseta, você responde e não se mexe, nada acontece. Como acontece na Argentina, com as torcidas organizadas, e não é por isso que eles são meus amigos nem eu sou a favor da violência. Se vejo que eles fazem algo errado, entro e digo", finalizou.