<
>

Meia da seleção portuguesa revela pressão de ex-presidente do Sporting para organizadas ameaçarem jogadores

O meio-campista William Carvalho depôs nesta sexta-feira no julgamento do ataque ocorrido ao CT do Sporting, em 15 de maio de 2018, por torcedores. O jogador da seleção portuguesa revelou que recebeu a informação de que foi o então presidente do clube, Bruno de Carvalho, quem fez pressão para as organizadas ameaçarem os jogadores.

“Mustafá (então líder da organizada Juventude Leonina) ligou-me dizendo que o presidente Bruno de Carvalho tinha lhe pedido para ameaçar os jogadores e quebrar os seus carros”, declarou o jogador, ex-Sporting e hoje no Betis.

William foi ouvido no Tribunal de Monsanto através de uma chamada de Skype. O jogador contou que Bruno de Carvalho chegou a dizer que ele “devia ter saído há muito tempo” do Sporting após uma derrota para o Atlético de Madrid.

No dia do ataque, William ouviu algo semelhante dos agressores. “Entraram, começaram os gritos e perguntaram onde estavam o William, o Patrício, o Acuña e o Bataglia. Três ou quatro indivíduos disseram que eu não merecia vestir aquela camisa e me deram socos no peito e nas costas.”

Entre as imagens mais marcantes para o jogador naquele dia, está a agressão ao atual técnico do Flamengo, Jorge Jesus, então comandante do Sporting.

“Lembro das marcas vermelhas no rosto do Jesus e do Bas Dost com a cabeça partida. Tive muito medo. Quando me agarraram, estava em uma situação de impotência. Fiquei sem saber, em pânico”, recordou.