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Internacional montou time campeão da Copinha com 'limpeza no elenco', olho no mercado e garotos mais técnicos

Campeão pela quinta vez da Copa São Paulo de futebol júnior, o Internacional quer voltar a ser um clube revelador de talentos. Nos últimos anos, a equipe perdeu a excelência em projetar jovens - como fez no começo dos anos 2000.

Na formação da equipe que derrotou o Grêmio nos pênaltis na decisão da Copinha, o clube colorado precisou mudar alguns conceitos.

"Tivemos que organizar e reconstruir a base, mas tivemos total apoio da direção e convicção do que estávamos fazendo. Foi proposta uma organização um pouco diferente em termos de modelo de jogador. Em menos de 10 meses conseguimos o título da Copa São Paulo e mostrar vários jogadores", disse o treinador Fábio Matias, ao ESPN.com.br.

O técnico trabalha ao lado de Erasmo Daminani, ex-seleção brasileira e Palmeiras, que coordena a base colorada.

"A ideia é sempre propositiva de terem jogadores com capacidade técnica e cognitiva altas. Se a gente priorizar jogadores de força talvez eles tenham resultado na base, mas no profissional não consigam ter êxito. É um equilíbrio. O clube entendeu. Temos uma ideia de jogo que bate. Esperamos continuar com isso e o torcedor tem que acreditar. Esse título é uma prova que estamos no caminho certo", contou.

Além disso, Matias diz que o Inter monitora diversos jogadores em outros clubes.

"Nós temos o zagueiro Tiago Barbosa que não foi aproveitado no Atlético-MG mas com perfil técnico muito bom. E o Carlos Eduardo, no Corinthians, foi a mesma coisa. São jogadores que monitoramos e temos um processo de captação que voltou muito forte com o Alessandro Brito [Coordenador de Captação]. Conhecemos muitos jogadores no mercado", contou.

Um dos mais elogiados no time de Matias foi o meio-campista Praxedes, mais um fruto da observação do Inter na base: ele foi contratado há dois anos, junto ao Fluminense, ainda para o time sub-17.

"Utilizamos vários captadores pelo Brasil e temos as ferramentas como [softwate] Wyscout. Eu tenho um banco de dados próprio por trabalhar na base há muito tempo. São Várias coisas sincronizadas; Por isso acho que vamos crescer", projetou.

Além disso, o treinador afirmou que a base estava inchada e precisou dispensar cerca de 20 garotos.

"A vinda de jogadores foi bem pontual porque primeiro a gente olhou para o que tinha dentro do clube. Começamos o ano com 55 jogadores nos juniores. Acabamos librando os jogadores que não se encaixavam no nosso perfil. Reduzimos para 27 ou 28 jogadores com qualificação. A maioria deles ainda tem mais um ano de Copinha", disse.

O próximo desafio do clube é conseguir levar o maior número de jogadores possível para o profissional.

"Ainda não tivemos tempos para conversamos mais a fundo com o [técnico Eduardo] Coudet. Deveremos fazer isso depois que voltarmos. O pessoal da direção de futebol com a parte técnica que irão se alinhar para isso. Temos meninos com uma margem de evolução muito grande", finalizou.

Na campanha do quinto título da Copinha, o Inter avançou em primeiro no grupo 7 que tinha Capivariano, Linense e Confiança. Nos mata-matas, até a final contra o rival Grêmio, passou por Volta Redonda, Desportivo Brasil, Red Bull, Botafogo e Corinthians.