<
>

Clube que já teve Goulart e Paulinho abre o Mineiro com meta de chegar à Série A em 2024 e 'turbinar público'

play
Campeonato Mineiro de volta: mudança de fórmula, 'lupa' no Atlético-MG de Dudamel e Cruzeiro sem pressão (1:52)

Leonardo Bertozzi analisa o estadual que se inicia nesta terça-feira com o time alvinegro visitando o Uberlândia (1:52)

O Coimbra abre o capítulo mais importante da sua história nesta terça-feira, ao receber o URT, às 20h, no Independência, pelo jogo de abertura do Campeonato Mineiro. Mas chegar aonde jamais chegou em 34 anos desde sua fundação é só mais um passo de um plano ambicioso que mira o topo do futebol brasileiro.

Braço esportivo do Banco BMG desde 2006, o clube já teve registrado em seu elenco nomes badalados como o volante Paulinho, ex-Corinthians, Tottenham e seleção brasileira, e o meia Ricardo Goulart, com passagens por Cruzeiro e Palmeiras – ambos jogam no Guangzhou Evergrande, da China.

Os dois jogadores, e outros tantos como Diogo Barbosa e Bruno Henrique, tinham direitos federativos ligados ao Coimbra, pois pertenciam ao Banco BMG – a Fifa hoje em dia proíbe negócios do tipo. Nenhum desses chegou a vestir a camisa do clube, que, com um elenco bem menos estrelado, alcançou suas metas esportivas.

Campeão da Segunda Divisão em 2018 e do Módulo II em 2019, o Coimbra soma dois acessos consecutivos, responsáveis por levá-lo ao Campeonato Mineiro. Agora, o clube entra no estadual para brigar por objetivos realistas, como permanecer na elite, e outros ousados, desde vaga na próxima Copa do Brasil até uma classificação à Série D. A partir daí, a meta é chegar à elite.

"Sem nenhuma soberba ou arrogância, queremos um acesso por ano", garante Hissa Elias Moysés, diretor esportivo do projeto do Coimbra. Como só poderia disputar a Série D em 2021, por critérios de classificação do campeonato, isso faria o clube mineiro chegar ao Brasileirão em 2024, pela projeção do cartola.

O elenco é dirigido pelo técnico Diogo Giacomini, com passagens por Atlético-MG e Cruzeiro, e tem alguns jogadores conhecidos, como o goleiro Uilson e o lateral-direito Alex Silva, ambos ex-Galo. O Corinthians também emprestou o lateral-direito Formiga até o fim do estadual. Moysés garante que, apesar do apoio do BMG, o Coimbra não tem dinheiro sobrando.

"Todo mundo pensa que, por ser um braço do grupo BMG, nosso investimento é ilimitado. Não posso divulgar a folha salarial, por uma questão de contrato, mas posso afirmar que seguramente é uma das menores folhas do campeonato, baseado em conversas com outros times", diz o diretor.

Além do planejamento para atrair bons resultados em campo, o Coimbra tenta turbinar o projeto fora dele também. De um mês para cá, o clube colocou mais de 200 outdoors espalhados por Contagem, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a fim de atrair apoio da torcida local. É o que conta o administrador Diego Amaral.

"Essa ideia foi para apresentar o Coimbra para a cidade e chamar o torcedor para acompanhar nossos jogos. Contagem é a segunda maior cidade e não tem um clube, então a gente gostaria que eles abraçassem o clube, ficassem mais próximos. A gente espera que pessoal abrace o Coimbra nem que seja como segundo time. Então existe uma margem interessante de crescimento".

O Coimbra mandará seus jogos no Horto, com ingresso a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). O preço, garante Amaral, será mantido para toda a campanha, com exceção de jogos contra Atlético-MG, América-MG e Cruzeiro. Tudo para turbinar a média de público, que foi de 200 a 300 torcedores na campanha do título de 2019, quando o clube atuava na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

"Independência é um estádio conhecido, Contagem fica a poucos minutos de Belo Horizonte, então tudo isso facilita. Temos um preço baixo, bem popular, para que o torcedor não tenha dificuldade de nos acompanhar", explica o administrador.