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Cruzeiro: Quem é Ocimar Bolicenho, executivo que aceitou comandar o futebol o clube na crise

O Cruzeiro vive uma das maiores crises de sua história. Além de enfrentar gravíssimos problemas financeiros e políticos, o clube foi rebaixado pela primeira vez para a Série B do Brasileiro. Com as mudanças na direção do clube, Ocimar Bolicenho foi contratado como novo executivo de futebol por indicação de Alexandre Mattos, que foi convidado para o Reading, da 2ª divisão inglesa.

"Nos primeiros 45 dias o Alexandre ia ajudar de forma voluntária e cheguei pela indicação dele. É um desafio muito grande, mas muito gostoso de se enfrentar. É um grande clube brasileiro que passa por uma turbulência temporária", disse o executivo, ao ESPN.com.br.

O paranaense de 61 anos foi analista de controle administrativo do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (1994 a 2011) e subgerente de agência no Banco Bamerindus. Ele é formado em gestão esportiva pela Universidade Federal do Paraná.

Ocimar começou no meio dos anos 80 como diretor do Esporte Clube Pinheiros-PR que se fundiu ao Colorado-PR em 89 e virou o Paraná, no qual teve vários cargos (de 85 a 95 e 2000 a 2002), incluindo a presidência

"Eu era diretor amador e mantinha as minhas funções de servidor público. Quando me aposentei, virei um executivo e passei a trabalhar em vários clubes", explicou.

Como responsável pelo futebol, Ocimar teve passagem por Joinville, Marília e Santos, no qual trabalhou com o técnico Vágner Mancini. O time alvinegro, que viu Neymar e Ganso despontarem, foi vice-campeão paulista de 2009, perdendo a final para o Corinthians de Ronaldo Fenômeno.

Ele ainda passou por Athletico Paranaense, Ponte Preta, Bahia,Tigres do Brasil e Londrina, clube no qual permaneceu entre 2016 e 2019.

"Nós tivemos três anos muito bons e quase conseguimos o acesso para a Série A", recordou o executivo, que deixou o time depois do rebaixamento para a Série C nacional.

Bolicenho foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Associação Brasileira dos Executivos de Futebol (Abex).

Desde janeiro no Cruzeiro, o executivo tem a missão de reerguer o time celeste com um orçamento muito menor do que em 2019.

"Temos dividido a responsabilidade com o conselho, algo que é bom para a instituição. As decisões são feitas de forma colegiada", explicou.

Segundo Bolicenho, o Cruzeiro planeja trabalhar com uma folha salarial de R$ 4 milhões por mês - ou seja, pode haver tanto atletas com vencimentos altos quanto baixos, desde que não estoure o orçamento.

"A história do teto de R$ 150 mil por jogador foi a declaração de um dirigente. O que vamos fazer é trabalhar com uma folha salarial dois terços menor que 2019", salientou o executivo.

"Estamos com a maior boa vontade e o gás possíveis para que a gente tire o Cruzeiro no menor espaço de tempo possível. Não vai faltar trabalho, honestidade e desempenho. Vamos dedicar para que a passagem seja muito breve", finalizou.