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De vinho a delivery: propagandas inusitadas que valem (muito) dinheiro para os clubes mais ricos do mundo

Os maiores clubes do mundo precisam de mais do que sucesso dentro de campo para ganhar muito dinheiro, e isso significa colocar suas grandes estrelas fora de suas zonas de conforto.

Os analistas financeiros da Deloitte publicaram a Football Money League anual, na qual apresentam as receitas globais dos maiores e mais ricos clubes do mundo.

Os escalões superiores da tabela de 2020 (calculados com base nas receitas geradas durante a temporada 2018-19) são dominados pela elite europeia - com o Barcelona ganhando mais dinheiro do que qualquer outro na última temporada e se tornando o primeiro clube a quebrar a barreira dos 800 milhões de euros.

O líder do ano passado, o Real Madrid, ficou em segundo lugar, com o Manchester United em terceiro - ainda bem à frente de seus rivais na Premier League, mas lentamente cedendo terreno para times como Liverpool e Manchester City.

Vale mencionar que o Arsenal perdeu por pouco um lugar no top 10, apesar de sua torcida já ter se acostumado com esse tipo de coisa.

Mas não é apenas o sucesso no campo e os direitos de TV que enchem os cofres da elite até o limite - existem várias parcerias comerciais e discussões corporativas que geram muito dinheiro para os maiores clubes, colocando seus protagonistas em todos os tipos de anúncios e comerciais.

1. Barcelona (receita global gerada em 2018-19: R$ 3,86 bilhões)

Conforme o relatório da Deloitte, o salto do Barça para é uma consequência da decisão do clube de "se encarregar de suas próprias atividades de merchandising e licenciamento".

Isso inclui grandes acordos com a Nike, Rakuten e o estilista Thom Browne, que está a bordo como o "parceiro oficial de roupas formais" do clube catalão e parece se especializar em fazer Lionel Messi parecer um aluno de escola pública espanhol dos anos 1930 e Frenkie De Jong parecer como se tivesse se apoiado em uma grade recém-pintada.

2. Real Madrid (R$ 3,48 bilhões)

Eles podem ter perdido a coroa, mas o Real ainda recebe bastante dinheiro por meio de parcerias lucrativas com a Adidas e a Emirates, além da EA Sports e da Nivea.

Isso dá aos gigantes espanhóis margem de manobra para produzir anúncios de um calibre impressionante, como esta alegre vinheta de Sergio Ramos e a turma que se dá bem com seus comissários de bordo da Emirates.

Em outras boas notícias, os merengues também pode se orgulhar de ter mais torcedores entrando em sua página oficial do Facebook do que seus rivais, com 110,8 milhões de curtidas na última temporada, com os escassos 103,2 milhões do Barça.

3. Manchester United (R$ 3,27 bilhões)

O United é famoso por estabelecer um grande número de acordos comerciais ousados e bizarros em todo o mundo, com seu portfólio cheio de itens com café, colchão, chapelaria, estilo elétrico e parceiros de jeans.

No entanto, é o vínculo do clube com os produtores de vinho Casillero del Diablo que proporcionou ao mundo este tour de uma apresentação de Wayne Rooney, Ryan Giggs e Patrice Evra.

4. Bayern de Munique (R$ 3,03 bilhões)

O Bayern é o time alemão que mais fez dinheiro em 2018-19 por uma certa margem. O próximo time alemão é o Borussia Dortmund, em 12° lugar.

Os bávaros têm vários parceiros, incluindo a Hylo Eye Care, que parece se especializar em brilhar intensa luz branca diretamente nos rostos dos jogadores profissionais de futebol.

5. Paris Saint-Germain (R$ 2,92 bilhões)

O crescimento percentual de dois dígitos levou o PSG a voltar à sua posição mais alta na lista dos mais ricos desde 2014-15, graças em parte a um enorme aumento nas vendas de mercadorias impulsionadas pela colaboração do clube com a marca de roupas casuais da Jordan.

Mas esse é muito credível e moderno. A ligação do clube com o Deliveroo - cujo lançamento exigia as habilidades de atuação de Neymar e Mauro Icardi - é muito mais importante.

6. Manchester City (R$ 2,08 bilhões)

O Manchester City caiu um lugar em relação ao ano passado, apesar de ter desfrutado da temporada mais bem-sucedida de todos os tempos em campo em 2018-19, ganhando a tríplice coroa na Inglaterra.

Eles foram agraciados com seu próprio avião Boeing 787 pela Etihad Airways, o que é sempre bom. E eles até, cortesia de Gatorade, tiveram uma equipe de cientistas para analisar o suor dos jogadores, o que é ... digamos, legal (?)

7. Liverpool (R$ 2,78 bilhões)

O Liverpool está em alta e, assim, se torna o terceiro clube inglês a superar a barreira das 500 milhões de libras. Eles mantêm a sétima posição do ano passado, mas um 2019-20 triunfante pode muito bem vê-los subir quando o estudo de 2021 for publicado.

Até lá, sempre teremos os brilhantes comerciais da Nivea, estrelando jogadores dos Reds.

8. Tottenham (R$ 2,38 bilhões)

Quando se trata de clubes de Londres, os Spurs estão no topo. De fato, eles alcançaram a posição mais alta de todos os tempos ao aumentar a receita em 21% em relação à contagem do ano anterior, graças em grande parte por terem alcançado a primeira final de Champions League de sua história.

Não é um troféu importante, mas pelo menos é algo - basta perguntar à galinha que roubou cenas que ofusca várias estrelas do Spurs nesta promoção da Audi.

9. Chelsea (R$ 2,35 bilhões)

Os Blues caíram para a nona posição depois de aproveitar cinco anos consecutivos em oitavo. É uma pequena queda, mas não deixa de ser uma.

Basicamente, eles precisam começar a vender mais relógios Hublot de edição limitada, que custam 'apenas' 14 mil dólares.

10. Juventus (R$ 2,11 bilhões)

Não será tão chocante saber que a Juve voltou ao Top 10 se beneficiando do "efeito Cristiano Ronaldo" - um grande salto na atividade comercial desde a grande chegada da estrela portuguesa em Turim.

A Deloitte especula que a contratação de Ronaldo (que tem mais seguidores no Instagram do que Barca e Real Madrid juntos) "sem dúvida aumentou" o apelo da Serie A com os patrocinadores.

Não há como negar que Cristiano é o melhor vendedor, mas seus colegas de equipe tiveram um desempenho quase tão carismático ao receber uma palestra motivacional de um par de M&Ms.