<
>

Principal jornal da Espanha detona Barcelona: 'Escolheu o abismo'

A demissão do técnico Ernesto Valverde definitivamente não foi bem recebida por parte da imprensa da Catalunha. Nesta terça-feira, o El País, principal jornal da Espanha, divulgou nota em que crava: “O Barcelona escolheu o abismo” ao dispensar o treinador.

Valverde foi dispensado na última segunda, quatro dias depois da queda nas semifinais da Supercopa da Espanha para o Atlético de Madrid, na Arábia Saudita. Para o veículo espanhol, o momento escolhido para a demissão do treinador não poderia ser mais incoerente.

“Não era o momento e nem havia um plano para resolvê-lo. Também não havia mínimas condições reais para executar a saída de Valverde. A partir deste momento, será dito que o Barça abriu uma crise colossal depois de perder uma semifinal de Supercopa da Espanha, torneio que jamais alterou a vida de nenhum clube”, argumentou.

Após a saída de Valverde, o Barcelona tentou a contratação de dois grandes ídolos do clube, o ex-meio-campista Xavi e o ex-zagueiro Ronald Koeman, mas ouviu a negativa de ambos. Optou, então, por Quique Setién, ex-Betis e que jamais conquistou um título importante na carreira.

Esta foi a primeira vez desde 2003 que o Barcelona demitiu um técnico antes do fim da temporada, sintoma claro de uma nova época de crise para o clube, de acordo com o El País.

“Naquela ocasião (2003), Radomir Antic substituiu Louis Van Gaal. Eram dias da ‘síndrome Figo’. A equipe não havia ganhado um título desde a saída do português para o Real Madrid. Era um clube precipitado, sem ideias nem liderança. Ali terminou uma época. Meio ano depois, Joan Laporta ganhou a eleição, chegou Ronaldinho e um craque argentino estava prestes a despontar”, lembrou.

A própria publicação, por outro lado, considera a demissão de Valverde como um sintoma da crise, e não a causa. “Os problemas são estruturais e vêm de algum tempo. Desde 2014, com a chegada de Ter Stegen, Rakitic e Luis Suárez, nenhuma contratação melhorou a equipe. Esta situação gravíssima não era culpa de Valverde e não se resolverá em quatro meses.”