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Gigante não quer, pequenos não podem pagar: por que uma das mais tradicionais ligas da Europa rejeita o VAR

Cada vez mais estabelecido no cenário do futebol mundial, o VAR segue enfrentando resistência em uma das mais tradicionais ligas da Europa. Enquanto ganha espaço – e gera polêmicas – em países como Espanha, Inglaterra, Alemanha e Itália, a tecnologia ainda parece longe de conquistar a Escócia.

Casa de clubes clássicos do continente, como Rangers e Celtic, a Escócia sequer está próxima de aderir ao VAR. Se há um ano os dirigentes responsáveis pela liga local consideravam que a aplicação da tecnologia estava em estágio “embrionário”, neste início de 2020 pouco mudou.

“Haverá um diálogo contínuo com a Associação Escocesa de Futebol sobre o tópico, já que ambas as organizações monitoram como o VAR tem sido implementado em vários países pela Europa”, explicou a Liga Profissional de Futebol da Escócia, através de um porta-voz.

Mas este monitoramento pouco alterou o cenário, mesmo com o apoio do Rangers, que já manifestou publicamente o desejo de contar com o VAR na liga do país. Um dos motivos seria o posicionamento do principal rival do Rangers, o Celtic, que estaria contra a implementação da tecnologia e evita se pronunciar oficialmente sobre o assunto.

Pesa contra o VAR, também, o gasto. Diversos clubes de menor expressão do país manifestaram sua preocupação com os custos que a utilização da tecnologia geraria. Por isso, ao menos momentaneamente, o VAR parece uma realidade distante na Escócia.