<
>

'Tantas tentativas, poucos resultados': jornal relata como Milan 'queimou' R$ 2,1 bilhões em reforços

Décimo segundo colocado na Série A, oito pontos acima da zona de rebaixamento, fora da Champions League desde 2014 e milhões de euros investidados sem resultados. Este é o retrato do Milan nos últimos anos, um clube que, segundo o jornal "La Gazzetta dello Sport", não tem conseguido se reinventar.

De acordo com a publicação, nos últimos 30 meses (dois anos e meio) foram investidos (ou "queimados") 467 milhões de euros (cerca de R$ 2,1 bilhão) em contratações de técnicos, dirigentes e jogadores, que tiveram pouco ou nenhum sucesso com a camisa da equipe.

"Revolução permanente, e permanentemente falida", classifica trecho da reportagem.

A maior parte do problema administrativo do Milan está ligada a chegada do Fundo Elliott, à frente da gestão desde julho de 2018, mas a reportagem relembra que também foi um caos financeiro o período gerido pelo Grupo Fininvest, do empresário chinês Li Yonghong. E vai além. Os problemas começaram em 2012...

Na época, o responsável ainda era o empresário e líder político Silvio Berlusconi. Foi o ano em que ele entrou em atrito com Adriano Galliani, vice-presidente e diretor executivo do clube. Foi o começo da intervenção de Barbara Berlusconi, filha do dono, e incluída no organograma rossonero.

As contas ficaram no vermelho. E não houve mais sucesso esportivo. O último título da Série A foi em 2010/11. Até ganhou a Supercopa da Itália em 2011 e 2016, mas o troféu tem pouco valor para os torcedores de uma equipe que já venceu sete finais de Champions League.

O diagnóstico do jornal aponta que nos últimos quatro anos o clube perdeu 30% da receita comercial, mesmo assim manteve os gastos elevados. O investimento do Fundo Elliott corresponde a 240 milhões de euros (R$ 1,09 milhão) nos quase dois anos de gestão sob o comando deles.

O último gasto elevado foi com o retorno do sueco Zlatan Ibrahimovic. Nem tanto pela contratação (ele estava sem vínculo com outra equipe), mas pelo alto salário pago ao veterano. A imprensa italiana diz que ele recebe € 3,5 milhões (R$ 15,9 milhões) mensais.

A pergunta que fica é: o que será do Milan?