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'Ibrahimovic só jogava com Brasil no videogame por causa do Ronaldo Fenômeno', lembra ex-Palmeiras

Reforço do Milan, o atacante Zlatan Ibrahimovic tem fama de "marrento", mas na verdade é muito boa praça e adora fazer novos amigos. Quem atestou isso de perto foi o zagueiro Gladstone, ex-Palmeiras, Cruzeiro e seleção brasileira.

Revelado pela "Raposa", tendo sido um dos destaques da final da Copa do Brasil de 2003, o defensor, destacou-se com a camisa celeste e, em 2005, despertou a atenção da Juventus, que o levou por empréstimo. Na "Velha Senhora", ele fez amizade com Ibrahimovic, que havia sido contratado um ano antes.

E logo no primeiro contato, ainda no campo do CT, Gladstone ficou impressionado.

"O Ibra é um bicho (risos). Eu não o conhecia direito ainda na época, porque éramos muito novos, mas teve um lance do treino que foi absurdo: bateram um lateral e eu estava marcando o cara, mas a bola foi muito alta e ia passar por cima de nós dois. Só que, do nada, ele levantou a perna acima das nossas cabeças! O cara era muito alto, mas conseguiu dominar, trouxe a bola, foi para o meio e ainda chutou", conta o zagueiro, em 2017, ao ESPN.com.br.

"Só por esse lance já dava para ter um aperitivo da qualidade dele. Eu fiquei abismado com a elasticidade do cara, mesmo ele tendo aquele tamanho todo. Só depois fui saber que é porque ele é lutador de taekowndo", completa.

Com o tempo, Ibra foi se afeiçoando ao brasileiro e um dia resolveu lhe convidar para conhecer sua mansão em Turim.

Lá, Gladstone foi desafiado pelo craque sueco para uma partida de videogame, e acabou descobrindo que o atacante é tem o famoso perfil "apelão" na hora de jogar futebol virtual com os amigos.

"Uma vez fui na casa dele porque ele queria me apresentar as máquinas que ele tinha (risos). Só Ferrari ele tinha duas e mais outros carrões na garagem. Também havia um quarto gigante escuro reservado só para jogar videogame, porque o Ibra adora. Na época era ainda o Playstation 2, e ele me desafiou para jogar", lembra.

"Quando começamos a jogar, ele só pegava o Brasil, porque tinha o Ronaldo, de quem ele é fã. Aí uma hora falei para ele trocar, ele foi lá e pegou o Real Madrid, porque tinha o Ronaldo também (risos). Sacanagem, né?", diverte-se.

Ibrahimovic, aliás, também usava uma das táticas mais absurdas que os fãs de videogame criaram nos anos 2000.

"Além de ter sempre o Ronaldo, o Ibra ainda colocava o Roberto Carlos no ataque, porque ele corria demais e só soltava bomba! Mas quem não fazia isso, né? (risos)", gargalha.

"Mas fora de campo ele sempre foi um cara muito gente fina comigo, brincava muito para quebrar o gelo e me entrosar com o pessoal. No período que fiquei na Juventus ele foi um amigão, super de boa", elogia Gladstone.

Outra coisa que impressionou o zagueiro foi o apetite do sueco.

"Jantar com o Ibra sempre tinha muita salada, pasta e vinho. E o cara era muito bom de garfo, melhor que eu (risos). Também, pra sustentar aquela máquina de dois metros de altura precisa de comida pra caramba (risos)", brinca.