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Não é só o Santos: Sampaoli cobra mais de R$ 23 milhões da federação chilena por rescisão de contrato

O Santos não é o primeiro empregador de Jorge Sampaoli que o técnico aciona a Justiça buscando seus direitos. O técnico argentino processou também a Federação Chilena de Futebol (ANFP) depois que deixou o comando da seleção, em 2016.

Sampaoli, de acordo com informações do grupo de comunicação "TL3", em outubro deste ano pediu mais de 3,3 bilhões de pesos chilenos, o que dá cerca de R$ 17,4 milhões, em uma ação judicial por danos à imagem por causa do ex-presidente da federação que foi preso.

A ação judicial foi feita por Jorge Sampaoli, junto com Sebastián Beccacece e Jorge Desio, membros da sua comissão técnica na época da seleção do Chile, que ele dirigiu de 2012 a 2016, vencendo a Copa América de 2015 no período.

Em outro processo contra a federação, eles pedem uma soma de mais de 1 bilhão de pesos chilenos, cerca de R$ 5 milhões, por causa de impostos não pagos a Sampaoli e seus assistentes pela federação chilena.

O imbróglio com o Santos

Após sair do Santos, Jorge Sampaoli entrou na Justiça para pedir a rescisão indireta do contrato para buscar um novo emprego, apesar de ter entregue o pedido de demissão. O técnico argentino pediu a antecipação de tutela, ou seja, uma liberaração de contrato antes que o processo fosse julgado. Entretanto, o juiz negou esse pedido, segundo documento ao qual o ESPN.com.br teve acesso nesta quinta-feira.

O treinador e a diretoria santista divergem na data que o contrato foi rescindido, o que acarreta na discordância se há a necessidade do pagamento da multa.

Ele alegou que o pedido formal de demissão foi feito após o dia 10 de dezembro, o que não o obrigaria a pagar a multa de 2,5 milhões de dólares (cerca de R$ 10,5 milhões). Nesta quarta-feira, Sampaoli e seus representantes entraram na Justiça reivindicando o valor do FGTS atrasado em quatro meses pelo clube. Com isso, o contrato seria rescindido.

Há uma segunda discussão sobre o pagamento da comissão técnica. O valor a ser pago pela saída antecipada dos auxiliares e preparadores é de R$ 3 milhões. Os advogados do treinador também se mobilizam para não precisar pagar essa quantia.