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Diego Cerri diz 'não' ao Palmeiras e segue como diretor do Bahia

O Palmeiras segue em busca de um novo diretor de futebol após a saída de Alexandre Mattos.

Depois de ser recusado por Rodrigo Caetano, que preferiu seguir no Internacional, e Thiago Scuro, que optou pela sequência no Red Bull Bragantino, o clube alviverde levou "não" de Diego Cerri, que seguirá no comando do futebol do Bahia.

De acordo com o Verdão, Cerri agradeceu o convite palestrino, mas disse já ter compromissos firmados com o Bahia e optou por ficar em Salvador.

Depois, em entrevista ao site oficial do Tricolor, ele deu sua justificativa completa (confira abaixo).

Com 44 anos, o profissional vem fazendo trabalho de destaque no Bahia nos últimos anos, tendo assumido o clube tricolor no 13º lugar da Série B e hoje disputando na parte de cima da tabela do Brasileirão.

A não definição de um diretor de futebol pode ser um entrave na tentativa de contratar Jorge Sampaoli como técnico, que é a grande prioridade do mercado para o clube alviverde.

Isso porque o Palmeiras quer ter um diretor de futebol antes de contratar um novo treinador.

No momento, a conversa com o argentino encontra-se estagnada, depois que a pedida de um salário de R$ 2 milhões para a comissão técnica assustou a diretoria.

A cúpula do clube, inclusive, já estuda outros nomes caso o gringo não aceite baixar sua pretensão financeira.

VEJA A JUSTIFICATIVA DE CERRI

Na tarde desta terça-feira, comuniquei ao presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, que – apesar de honrado com o convite feito para assumir a direção de futebol do clube – tomei a decisão pela permanência no Bahia.

Quando o presidente Guilherme Bellintani assumiu, firmamos um compromisso de tocar um projeto muito grande de cada vez mais profissionalizar o Bahia. Senti que precisava honrar este compromisso até o fim. Em 2020, traçamos como meta galgar voos ainda maiores.

Ouvi, sim, o projeto do Palmeiras, pois sou profissional e respeito muito a instituição. No entanto, este não era o momento de romper o trabalho sério e profundo que temos feito com o Esporte Clube Bahia.

Faço questão de deixar claro que a parte financeira em nenhum momento pesou em minha decisão, sem mudanças em remuneração ou premiação no meu contrato com o Bahia.

Tenho muita ambição de colocar o Bahia no lugar que ele merece, no topo das instituições do Brasil. Além disso, sou muito orgulhoso em trabalhar em um clube que presta um serviço enorme com causas sociais sérias e necessárias, como forma de retribuição do futebol à sociedade.

Obrigado novamente ao Palmeiras pelo convite. Agradeço também ao carinho dos torcedores dos dois clubes, que recebi durante esses dois dias. Ao torcedor tricolor, tenha certeza que o trabalho dessa gestão continua firme em 2020!

Bora, Bahêa!