<
>

Cruzeiro: Thiago Neves diz que topa reduzir salário para jogar Série B, mas não negocia com Perrella: 'Prefiro pessoas mais honestas'

play
Zezé Perrella responde sobre futuro do Cruzeiro e já comenta reestruturação de salários dos jogadores (1:25)

"Quando se gasta mais do que recebe, vai falir", completou (1:25)

Tido por parte da torcida como um dos responsáveis pelo rebaixamento do Cruzeiro, o meia Thiago Neves, que não atuou nas últimas três rodadas do Brasileirão afirmou que aceitaria reduzir seu salário para disputar a Série B pelo clube.

Mas afirmou também que prefere não ter de se sentar à mesa com o gestor do futebol do clube, Zezé Perrella. As declarações foram dadas em entrevista para a Fox Sports.

"O Zezé fala tanta coisa que não dá nem para saber o que ele falou o que ele não falou. Para ser bem sincero, eu prefiro nem conversar com ele, sento com outras pessoas que eu acho que talvez são mais honestas e justas e que eu respeito mais. Para ficar no Cruzeiro ano que vem eu toparia sim!", afirmou.

O jogador condiciona seu "fico", porém, à permanência de Perrella, que também é presidente do conselho deliberativo, no clube. E não mediu palavras para atacar o dirigente:

"Até pelo que ele falou também. Até por ter colocado toda a responsabilidade em mim. Ele achou que ia chegar mudando o clube, dar um choque em todo mundo e não foi isso que aconteceu. Prometeram um tanto de coisa, pediram a saída do Itair, falaram que ia acertar salário, premiação, e não tiveram nada", disse.

"Depois que entraram fica muito fácil. Quando que você está fora é muito fácil você xingar, julgar as pessoas. Quando eles entraram, não fizeram nada para mudar a situação. Nada (foi cumprido). Única coisa que foi feita foi a saída do Itair. Falaram que ia acertar tudo e não acertaram nada", afirmou o jogador.

Thiago também revelou que foi sondado pelo diretor Marcelo Djian para atuar contra o Palmeiras, no jogo em que o time foi derrotado por 2 a 0, e aceitou atuar.

"Não foi nem o Zezé que ligou, foi o Marcelo Djian e é mentira (que eu não quis atuar), eu topei jogar! Havia treinado a semana inteira, eu falei que ia jogar, ele (Djian) ficou de ligar mais tarde para dar reposta, ia ver com o Zezé, ver com os jogadores, não sei. Acabaram que não ligaram, eu tava pronto para jogar. Eu tava no Rio e qualquer momento viajava e me apresentava, 10, 11 da manhã, mas eu queria jogar domingo sim", afirmou o meia.

Thiago disse acreditar que os salários atrasados não foram o principal problema para o rebaixamento.

"Eu acho que não! Tá atrasado, atrapalha sim, mas na hora que você entra em campo você esquece tudo isso", disse.

VEJA a torcida do Cruzeiro protestando após a queda

"As coisas quando fora de campo estão tudo (sic) errado, em campo a bola vai bater na base e vai sair, as coisas estavam erradas com a diretoria, com jogadores e as coisas acabaram atrapalhando", disse.

Indagado sobre o que teria faltado para que o clube ficasse na Série A, Thiago também não mediu palavras.

"Eu acho que mais comprometimento, talvez. Quando a gente estava ganhando, campeão da Copa do Brasil todo mundo falava, 'o grupo estava fechado', estava unido e foi por isso que a gente foi campeão. Na hora que o bicho pegou, que ficou complicado, ninguém falava mais nisso, a gente não se fechou como deveria ser feito e acabou acontecendo isso", disparou.

E, por fim, negou ter perdido de propósito o pênalti que cobrou contra o CSA, na rodada 37, e assumiu alguns erros.

"Se fosse para fazer isso na minha vida, teria feito com um clube que eu gosto, o Fluminense, na Copa do Brasil. Eu nunca vou fazer isso. Peço desculpas pelo pênalti que eu errei, peço desculpas pelo evento que eu fui no domingo, no dia do jogo contra o Vasco da Gama. Tem várias erros que eu cometi que eu reconheço, mas também acho que não são certas coisas que vão atrapalhar minha história e as coisas que conquistamos juntos, eu, torcedores e outros jogadores", finalizou.