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Boca Juniors: Chapa de Riquelme vence as eleições e rompe comando de 24 anos

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Com 53% dos votos, a chapa de Jorge Ameal e Mario Pergolini, com Riquelme como segundo vice-presidente, venceu a eleição histórica para a presidência do Boca Juniors no último domingo e comandará a instituição até 2023.

O grupo de oposição ganhou força com a incorporação de um dos maiores ídolos do clube e derrotou o "oficialismo", movimento formado pelo então presidente Daniel Angelici, que comandava os xeneizes há 24 anos.

As duas eliminações recentes contra o maior rival, River Plate, na Libertadores, os protestos que rondaram as eleições e a presença do ídolo em uma das chapas fez com que a votação contasse com um recorde de votantes, totalizando 38.363.

Antes mesmo da apuração se encerrar, o segundo colocado nas votações, Christian Gribaudo, já havia admitido sua derrota: "A maioria dos sócios elegeu a chapa encabeçada por Jorge Amor Ameal para assumir o clube. Minhas felicitações para o novo presidente. Como sócio e torcedor, seguirei apoiando esta camiseta e essas cores".

Após eleito, Ameal comemorou: "Temos muito respeito pelas pessoas, essa vitória é das pessoas. Começa uma nova etapa e estou muito feliz pela quantidade de pessoas que vieram votar. Vamos convocar os sócios, até os que não votaram, e realizaremos um projeto em que possam estar todos. Não podemos cometer os mesmos erros anteriores que hoje parecem ter que se ir. Sobre Román [Riquelme], o vejo muito entusiasmado com o que está por vir".

"Uma coisa é o que aconteceu com a nação, e outra com o Boca. Se Angelici me parabenizou? Não, não nos falamos há oito anos", finalizou. “Esse triunfo, por toda essa magnitude, devemos a Román".

Protestos:

A torcida já não estava mais do lado de Angelici no comando, portanto as acusações e ataques feitos nas prévias da votação influenciaram o comportamento dos torcedores.

Riquelme, às vesperas, atacou o movimento oficialismo após assistir a partida entre Boca e Argentino Juniors: "Deve ser verdade o que ficam dizendo, de que Angelici é torcedor do Huracán e Gribaudo é do Independiente".

Em resposta, o então presidente - que não iria se pronunciar até o final das eleições - respondeu o ídolo: "Eu acreditei quando Riquelme pediu união, pensei que tinha amadurecido, mas não, sempre dividiu. Dividia o vestiário como jogador e também fez isso com a diretoria".